4 de dez de 2016

ALMA DA PALAVRA

Silencia em tua boca
Todo verbo inconsequente,
Que a palavra leviana
Faz sofrer a muita gente.

A palavra pode ser,
Agindo em golpe certeiro,
Sobre quem é desferido,
Punhal rude e traiçoeiro...

Ou pequeno bisturi
Que ao ser chamado em ação,
Corta com habilidade
Na mão do cirurgião...

Ou ainda ser a pedra,
Que jogada à frente vai
Promover um grande estrago
Por sobre quem ela cai...

Ou pode ser a semente
Que não florescendo a toa,
Produz frutos sazonados
Ao cair em terra boa...

Cautela, pois, meu amigo,
Falando sempre com calma...
Toda palavra que dizes
Põe à mostra tua alma.

​Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 24 de novembro de 2016, em Uberaba – MG).

OS VÍCIOS

    INTRODUÇÃO
    Para o verbete VÍCIO, os dicionários da língua portuguesa apresentam a seguinte equivalência: defeito físico ou moral, deformidade, imperfeição, falta, hábito de negativo.
    A psicologia define vício como sendo "a dependência que uma dada pessoa desenvolve em relação a alguma coisa de natureza inferior."
    Definição semelhante apresenta o Richard Simonetti ao dizer que "vício é uma espécie de condicionamento que prende o indivíduo a determinada prática nociva."
    Admite-se didaticamente sua divisão em dois grupos:
    . Vícios Morais: defeitos
    . Vícios Sociais: hábitos prejudiciais.

    OS VÍCIOS SOCIAIS
    Os principais vícios sociais são: a GULA; o TABAGISMO; o ALCOOLISMO; a TOXICOMANIA; o JOGO.
    As causas fundamentais de qualquer viciação estão relacionadas à processos complexos, existindo a respeito várias hipóteses diferentes.
    Fatores sociais, familiares, psicológicos e reencarnatórios vão se somar, facultando o aparecimento de uma personalidade frágil suscetível do envolvimento vicioso.
    Simonetti acredita que "o vício é também um problema de compensação psicológica em que o indivíduo procura mergulhando no domínio das viciações atender sua fome íntima de paz."

    GULA
    Ação e Reação - André Luiz
    "Aqueles que por vezes diversas perderam vastas oportunidades de trabalho na Terra, pela ingestão de elementos corrosivos, como sejam o álcool e outros venenos das forças orgânicas, tanto quanto os inveterados cultores da gula, quase sempre atravessam as águas da morte como suicidas indiretos, e despertando para a obra de reajuste que lhes é indispensável, imploram o regresso à carne em corpos desde a infância inclinados à estenose do piloro, à ulceração gástrica, ao desequilíbrio do pâncreas e as múltiplas enfermidades do intestino que lhes impõem torturas sistemáticas, embora suportáveis, no decurso da existência inteira."
    Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixeira
    "Pergunta: A alimentação vegetariana será mais aconselhável para os médiuns, em geral?
    Raul Teixeira: A questão da dieta alimentar é fundamentalmente de foro íntimo ou acatará a alguma necessidade de saúde, devidamente prescrita. Afora isto, para o médium verdadeiro não há chamada alimentação ideal, embora recomende o bom-senso que se utilize de uma alimentação que lhe não sobrecarregue o organismo.
    Algumas pessoas recomendam que não se comam carnes, nos dias de tarefa mediúnica, quanto outros recomendam que não se deve tomar café ou beber chocolate, alegando problemas de toxinas. É mais compreensível e me parece mais lógico que a pessoa coma no almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses alimentos.
    Por outro lado a resposta dos Espíritos à questão 723 do O Livro dos Espíritos, é bastante nítida a esse respeito, deixando o espírita bem a vontade para a necessária compreensão, até porque a alimentação vegetariana não indica nada sobre o caráter do vegetariano. Lembremo-nos que o médium Hitler era vegetariano e que o médium Chico Xavier se alimenta de carne."
    Livro dos Espíritos, questão 723
    "Pergunta: a alimentação animal, para o homem, é contrária à Lei natural?
    Resposta: Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde, para poder cumprir a Lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto, segundo o exige a sua organização."
    O Consolador - Emmanuel - questão 129
    "Pergunta: É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?
    Resposta: a ingestão das vísceras dos animais é um erro de enorme consequências, do qual derivam numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
    Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, delicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores."
    Manual Prático do Espírita - Ney Prietro Peres
    "A quantidade necessária de proteínas, gorduras, sais minerais, etc., para manter o corpo físico, é mais ou menos a metade ou terça parte daquilo que nós normalmente ingerimos. A nossa alimentação é excessiva. Todos nós normalmente ingerimos mais do que o necessário; somos em alguma proporção, glutões. Grandes quantidades de alimentos deglutidos não significa ter boa saúde.
    Teoricamente, a energia alimentar contida numa amêndoa seria suficiente para nos nutrir o dia inteiro, caso soubéssemos e estivéssemos em condições próprias para absorvê-las por completo. Para aproveitar as energias e os valores alimentícios durante as refeições, é necessário que tenhamos a mente tranquilizada e as emoções acalmadas , além de estarmos concentrados na absorção dos mesmos.
    Quando nas refeições ocorrem discussões e contrariedades, ingerimos mal, provocando perturbações estomacais e impregnamos os alimentos mastigados de vibrações altamente perniciosas ao nosso equilíbrio.
    Embora consideremos as proteínas de origem animal importantes à nossa subsistência, a preferência pelos produtos naturais, como cereais, verduras, frutas, ovos, mel, leite e seus derivados, é no nosso entender mais condizente com a natureza da criatura que busca ascender espiritualmente. Porém, sejamos realistas e não nos fatizemos seguindo alimentação frugal como objetivo de ascensão espiritual, pois não é o que entre pela boca que nos faz melhores, mas o esforço que empreendemos em fazer com que através dela saiam apenas palavras confortadoras, dóceis e construtivas."

    TABAGISMO
    Entrevista com Divaldo Franco publicada pela Imprensa Espírita
    Pergunta: "Após a morte, o fumante continua desejoso de fumar? E consegue satisfazer o seu vício?
    Resposta: "Indubitavelmente. Os hábitos que se nos arraigam durante a vida física prosseguem na vida espiritual. As obsessões aí estão demonstrando esse fenômeno, a sociedade. Espíritos de ex-fumantes induzem e exploram pessoas invigilantes ou em estado de desequilíbrio a fim de que prossigam no vício."
    Pergunta: "Vícios como cigarro e os tóxicos atuam também no perispírito?"
    Resposta: "Sem dúvida. Tudo o que de bom ou de mau façamos, imprime como que uma matriz no perispírito, qual se fora um filme virgem que mais adiante irá revelar a exata imagem colhida pela objetiva da câmara. Além disso os vícios do cigarro e dos tóxicos atuam nos centros vitais e nas correntes magnéticas do organismo, alterando a constituição da aura da pessoa. Viciações e excessos são, também, formas disfarçadas de autocídio."
    Entrevista com Chico Xavier, no livro Janela para a Vida
    "Pergunta: A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico? Até quando?
    Resposta: "O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo espiritual ceda lugar à normalidade do envoltório perispirítico, o que, na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física do fumante. Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida para arredar de si mesmo o costume inconveniente, o tratamento dele no Mundo Espiritual, ainda exige quotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos dos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência ao fumo. (Emmanuel).
    Pergunta: Como descreveria a ação dos componentes do cigarro no perispírito de quem fuma?
    Resposta: As sensações do fumante inveterado, no Mais Além, são naturalmente as da angustiosa sede de recursos tóxicos a que se habitou no Plano Físico, de tal modo obsediante que as melhores lições e surpresas da Vida Maior lhe passam quase que despercebidas, até que se lhe normalizem as percepções.
    Pergunta: Sendo o perispírito o substrato orgânico resultante de nossas vivências passadas, seria certo raciocinar que uma criança nascida de pais fumantes, já teria nessa circunstância uma prova inicial a ser vencida?
    Resposta: Muitas vezes os filhos ou netos de fumantes são aqueles mesmos Espíritos afins que já fumavam em companhia deles mesmos, antes do retorno à reencarnação. Compreensível, assim, que muitas crianças apresentem desde cedo, tendências compulsivas para o fumo, reclamando trabalho persistente e amorosos de reeducação.
    Manual Prático do Espírita - Ney Prieto Peres
    "Os efeitos nocivos do fumo transpõem os níveis puramente físicos, atingindo o envoltório sutil e vibratório que modela, vivifica e abastece o organismo humano, denominado corpo espiritual.
    O perispírito, na região correspondente ao sistema respiratório, fica, graças ao fumo, impregnado e saturado de partículas semi-materiais nocivas que absorvem vitalidade, prejudicando o fluxo normal das energias espirituais sustentadoras, as quais, através dele se condensam para abastecer o corpo físico. O fumo não só introduz impurezas no perispírito - que são visíveis aos médiuns videntes, à semelhança de manchas, formadas de pigmentos escuros, envolvendo os órgãos mais atingidos, como pulmões - mas também amortece as vibrações mais delicadas, bloqueando-as, tornando o homem até certo ponto insensível aos envolvimentos de entidades amigas e protetoras."

    ETILISMO
    Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz
    "Caía a noite ... Após o dia quente, a multidão desfilava na via pública, evidentemente buscando o ar fresco. Dirigíamo-nos a outro templo espírita, quando tivemos nossa atenção voltada para enorme gritaria. Dois guardas arrastavam, do restaurante barato, um homem maduro em deploráveis condições de embriaguez. Achava-se o pobre amigo abraçado por uma entidade da sombra, qual se um polvo estranho o absorvesse. Num átimo, reparamos que a bebedeira alcançava os dois, porquanto se justapunham completamente um ao outro, exibindo as mesmas perturbações.
    Entramos no bar. As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal-estar. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes. Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes."
    Missionários da Luz - André Luiz
    "Novos mundos de pensamento raiavam-me no ser. Começava a sentir definições mais francas do que havia sido terríveis incógnitas para mim, no capítulo da patogenia em geral. Não sairia de meu intraduzível espanto, quando o instrutor me chamou a atenção para um cavalheiro que tentava a mediunidade de psicografia.
    Observe este amigo - disse-me com autoridade - não sente um odor característico?
    Efetivamente, em derredor daquele rosto pálido, assinalava-se a existência de atmosfera menos agradável. semelhava-se o corpo a um tonel de configurações caprichosa, de cujo interior escapavam certos vapores muito leves, mas incessantes. Não tive qualquer dúvida.
    Deveria ele usar alcoólicos em quantidade regular.
    O aparelho gastrointestinal parecia totalmente ensopado em aguardente, porquanto essa substância invadia todos os escaninhos do estômago, esôfago e pâncreas. Espantava-me o fígado enorme."
    Missionários da Luz - André Luiz
    "Neste momento, porém algo aconteceu de estranho no círculo de nossas atividades mediúnicas. Percebeu-se grande choque de vibrações no recinto. Dois servidores aproximaram-se de Alencar e um deles explicou, espantadiço:
    O Senhor P. aproxima-se, porém em condições indesejáveis.
    Bebeu alcoólicos em abundância e precisamos providenciar-lhe o insulamento.
    Nesse instante, o senhor P. transpunha a porta. Bem posto, evidenciando excelentes disposições, não revelava exteriormente, qualquer traço de embriaguez.
    Satisfazendo, porém as determinações de Alencar, diversos operários dos serviços cercaram-no à pressa, como enfermeiros a se encarregarem de doente grave.
    Que ocorre, afinal? Esse homem parece calmo e normal, disse eu.
    Sim, elucidou Alexandre benevolente - parecer não é tudo; a respiração dele emite venenos; os princípio etílicos que exterioriza pelas narinas, boca e poros são eminentemente prejudiciais ao trabalho. A viciação em qualquer sentido, antes de tudo deprime o vivido, mas perturba igualmente os outros."
Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixeira
    Pergunta: O uso de alguma bebida alcoólica costuma trazer inconvenientes para os médiuns?
    Raul Teixeira: Todo o indivíduo que se encontra engajado nos laboratórios mediúnicos deveria abdicar do uso do alcoólicos em seu regime alimentar. Isto porque o álcool traz múltiplos inconvenientes para a estrutura da mente equilibrada, considerando-se sua toxidez e a rápida digestão de que é alvo, facilitando grandemente que, de modo fácil, o álcool entre na corrente sanguínea do indivíduo, fazendo seu efeito característico."
    No Mundo Maior - André Luiz
    "Numa saleta abafada, um cavalheiro de quarenta e cinco anos jazia a tremer. Não conseguia manter-se de pé.
    Calderaro examinou-o detidamente e indagou do novo amigo que nos acompanhava:
    Voltou aos alcoólicos há muitos dias?
    Precisamente há uma semana.
    Antídio, doente e desventurado, reclamava um copinho, sempre mais um copinho, trazido por um rapaz obediente. Em derredo, quatro entidades embrutecidas submetiam-no aos seus desejos. Empolgavam-lhe a organização fisiológica, alternadamente, uma a uma, revezando-se para experimentar a absorção das emanações alcoólicas, no que sentiam enorme prazer.
    Semi-desligado do organismo denso pela atuação anestesiante do tóxico, Antídio, passou a identificar-se mais intimamente com as entidades que o perseguiam.
    Os quatro perseguidores por sua vez tinham a mente invadida por visões terrificantes do sepulcro que haviam atravessado como dipsomaníacos. Sedentos, aflitos, traziam consigo imagens espectrais de víboras e morcegos dos lugares sombrios onde haviam estacionado.
    Entrando em sintonia com o psiquismo dos vampiros, o ébrio começou a rogar, estentoreamente:
    Salve-me! Salve-me pelo amor de Deus! Oh! os morcegos... os morcegos... detenham-nos. Piedade! quem me livrará? Uma cobra, uma cobra ... O que será de mim?"

    TOXICOMANIA
    Entrevista com Chico Xavier e Divaldo Franco
    "Pergunta: Chico, poderia comentar algo sobre os tóxicos?
    Chico: Eu não entendo o vício como um problema de criminalidade, mas como um problema de desequilíbrio nosso, diante das Leis da Vida. O tóxico é um problema para os nossos irmãos que se enfraqueceram diante da vida, que procuraram uma fuga; não são criminosos, são criaturas carentes de mais proteção, mais amor, porque se nossos companheiros enveredaram pela estrada do tóxico, eles procuraram esquecer algo; esse algo é eles mesmos; eles não puderam suportar a carga deles próprios.
    Pergunta: Com relação à toxicomania qual o tratamento mais efetivo?
    Divaldo: O do lar. O exemplo no lar. O apresentado pela sociedade familiar. A que decorre do Evangelho vivido em casa. Um velho adágio popular com muita sabedoria: Casa de pai, escola de filhos. O lar não é apenas o primeiro santuário, mas, também o primeiro educandário. Há exceções, mas são o corolário da regra geral. Sendo o lar equilibrado, os jovens se desarmonizam; imaginem se eles tivessem encontrado um lar em intranquilidade! Creio que a melhor terapêutica é o ajustamento doméstico. Nós os espíritas possuímos a mais as terapêuticas do passe, da água magnetizada, a psicoterapia da palavra e com o recurso acadêmico das ciências da psique reunidos, podemos evitar a derrocada total."
Bezerra de Menezes, no livro Nas Fronteiras da Loucura
    "Como terapia para o grave problema das drogas, inicialmente apresentamos a educação em liberdade com responsabilidade; a valorização do trabalho como método digno de afirmação da criatura; orientação moral segura, no lar e na escola, mediante exemplos dos educadores e pais; a necessidade de viver-se com comedimento, ensinando-se que ninguém se encontra em plenitude e demonstrando essa verdade através dos fatos de todos os dias, com que evitarão sonhos e curiosidades, luxo e anseio de dissipações por parte de crianças e jovens; orientação adequada às personalidades psicopatas desde cedo; ambientes sadios e leituras de conteúdo edificante, considerando-se que nem toda a Humanidade pode ser enquadrada na literatura sórdida da "contra-cultura", dos livros de apelação e escritos com fins mercenários, em razão das altas doses de extravagância e vulgaridade de que se fazem portadores. A estas terapias basilares adir o exercício da disciplina dos hábitos, melhor entrosamento entre pais e mestres, maior convivência destes filhos e alunos, despertamento e cultivo de idéias entre os jovens. E conhecimento espiritual da vida, demonstrando anterioridade da alma ao corpo e a sua sobrevivência após a destruição deste. Quanto mais materialista a comunidade, mais se apresenta consumida, desequilibrada e seus membros consumidores de droga e sexo em desalinho."
    Psicologia Espírita, Jorge Andréa
    "A atitude diante do viciado representa a pesquisa ajustada no sentido de esclarecimentos do campo pessoal, familiar e social, tentando penetrar os problemas efetivos, cuja avaliação são de fundamental importância. Necessário dar ao doente um conhecimento seguro do panorama espiritual, mostrando dentro do padrão ético as razões da imortalidade, das responsabilidades e das necessidades reencarnatórias. Ministrar os passes magnéticos e os conhecimentos da Doutrina Espírita. Daí, então, inserindo o conhecimento de nosso destino, exaltar a vontade no sentido do indivíduo assenhorear-se de bases seguras e mais precisas em seu próprio psiquismo. Tudo isto investe um trabalho grandioso, onde a família tem que ser mobilizada, acatando e protegendo o necessitado. Jamais esperar que o psicotrópico e um quarto de Hospital sejam o remédio definitivo, e muito menos relegar o doente a sua própria iniciativa, que é nenhuma."

    JOGO
    O Consolador - Emmanuel - questão 215
    "Pergunta: Os chamados Homens de Sorte" são guiados pelos Espíritos amigos?
    Resposta: Aquilo que convencionastes apelidar "sorte" representa uma situação natural no mapa de serviço do Espírito reencarnado, sem que haja necessidade de admitirdes a intervenção do plano invisível na exceção das experiências pessoais.
    O Livro dos Espíritos - questão 865
    "Pergunta: Como explicar a sorte que favorece certas pessoas em circunstâncias que não dependem da vontade nem da inteligência, como no jogo, por exemplo?
    Resposta: Certos Espíritos escolheram antecipadamente determinadas espécies de prazer, e a sorte que os favorece é uma tentação. Aquele que ganha como homem perde como Espírito: é uma prova para o seu orgulho e a sua cupidez.
    Dramas da Obsessão - Bezerra de Menezes
    "Por esse tempo, o jogo absorvia-o e ele se endividava, causando sobressaltos à sua mãe, que temia vê-lo às voltas com a polícia. Mesmo assim, porém, apesar de encontrar-se sofrivelmente colocado e contando com apenas 22 anos de idade, Leonel casou-se. Os primeiros meses deslizaram normalmente mas, de súbito, Leonel entra a sonhar com grandes quantias em seu poder, oriundas do jogo. Sente-se rico em sonhos agradáveis, e rodeado de prazeres. Tais sonhos se distenderam em sugestões, durante a vigília, e um desejo ardente de ser rico. Ele tornou-se neurastênico, irritadiço. Não falava a amigos, não mais cumprimentava os próprios companheiros de trabalho. E a todos os instantes, com a mente assoberbada de preocupações, os perseguidores implacáveis do mundo espiritual segregavam-lhe a intuição das trevas.
    Retira, retira outras importâncias ... Hás de recuperar tudo...
    A sorte hoje será tua... cada uma tem o seu dia ... Hoje é o teu grande dia, para obteres fortuna e recompensas felizes ao muito que tens sofrido...
    No entanto Leonel, perdia, ainda e sempre, porque o perseguidor o acompanhava à mesa das cartas para não deixá-lo ganhar."
    Manual Prático do Espírita - Ney Prietro Peres
    "O vício do Jogo, pelas suas características e efeitos psíquicos sobre a personalidade do jogador, pode ser considerado como uma verdadeira neurose. O estado emocional durante o jogo, praticado nas suas variadas formas, leva o condicionamento ao descontrole mental, às tensões psíquicas, às cargas desequilibradoras. O tempo que se desperdiça numa diversão ociosa como o jogo, que consome horas irrecuperáveis, poderia muito bem ser aplicado em algo útil, proveitoso para nós, as emoções fortes que dominam os jogadores fazem-nos presas fáceis dos Espíritos inferiores, que os conduzem aos maiores desastres. A aceitação sem resistência dos convites de parceiros não deixa sequer o viciado pensar, dominado como está pelo desejo doentio de ganhar."

    OS VÍCIOS MORAIS
    Segundo Allan Kardec, todos as misérias morais da Humanidade têm origem em dois vícios capitais: O Orgulho e o Egoísmo.
    Lembra o codificador do Espiritismo, que esses defeitos estão na base de todos os vícios morais da criatura. O ciúme, a inveja, a vaidade, a cupidez, o personalismo são, em última instância, filhos do Egoísmo ou do Orgulho.
    Kardec define o Egoísmo como sendo "O interesse pessoal exacerbado"; é aquela condição que leva o indivíduo a pensar em si mesmo, nos seus interesses, nos seus prazeres, preterindo todos as outras pessoas.
    Segundo o dicionário, egoísta "é aquele que tem um amor exclusivo ou preponderante a sua pessoa ou aos seus interesses".
    O orgulho, por sua vez, é definido como sendo "o conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo."
    Consiste no estado de exaltação da personalidade que leva o homem a considerar-se acima dos outros. A importância que o indivíduo atribui a si mesmo faz com que ele se julgue com direitos superiores.
    Os vícios morais que derivam do orgulho e do egoísmo são:
    AVAREZA: apego exagerado ao dinheiro e aos objetos materiais.
    CIÚME: estado de intranquilidade em decorrência do medo de perder o que tem.
    PREGUIÇA: pouca disposição para o trabalho.
    NEGLIGÊNCIA: descuido com as próprias obrigações.
    VAIDADE: desejo de merecer a aprovação dos outros e de se destacar.
    INVEJA: desgosto ante a prosperidade e o sucesso de outrem ou desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possua ou desfrute.
    MALEDICÊNCIA ou CALÚNIA: uso inadequado na conversação oral ou escrita com o fim de depreciar ou reduzir a importância de outrem.
    MÁGOA: ausência do perdão.
    VINGANÇA: desejo de ir à forra.
    CULPA NEURÓTICA: emoção destrutiva e estática de auto-cobrança diante de um erro sem nada fazer para repará-lo.
    PERSONALISMO: conduta daquele que refere a si próprio.
    MELINDRE: capacidade de se ofender ou irritar com as mínimas coisas.
    IMPACIÊNCIA: pouca capacidade de esperar.
    INTOLERÂNCIA: pouca capacidade de aceitar ou conviver com o defeito dos outros.

    QUADRO XXV - Como Combater o Egoísmo

    1. Procurar o serviço ao próximo, com os próprios meios, empregando forças, inteligência e habilidade para realizar nossos propósitos generosos;
    2. Trabalhar sem remuneração para os mais carentes, dedicando algumas horas semanais em atividades assistenciais;
    3. Repartir do nosso guarda-roupa ou objetos de uso pessoal, que não nos é mais útil, ou que tenhamos em excesso;
    4. Procurar inteirar-se das amarguras de alguém no sincero propósito de amenizar sua dor;
    5. Dedicar nossa assistência aos serviçais e subalternos que convivem conosco;
    6. Olhar, ouvir, falar, acariciar com o coração pleno de amor, os familiares que nos são confiados;
    7. Interessar-se pelas pessoas recém apresentadas;
    8. Ajudar com delicadeza nos transportes ou na rua às criaturas em dificuldades, cedendo lugar, facilitando passagem, carregando volumes.

    QUADRO XXVI - Como Combater o Orgulho

    1. Ouvir com atenção e paciência as emoções e não revidando todas as vezes que formos por alguém criticados;
    2. Não aceitar provocações, esquecendo as ofensas;
    3. Não menosprezar nenhuma pessoa, por mais ignorante que seja;
    4. Ser submisso às ordens de seus superiores;
    5. Procurar o lado mais simples de todas as coisas, combatendo o supérfluo;
    6. Procurar exercer as funções mais modestas;
    7. Evitar a ostentação e a espera do reconhecimento por algo que tenha feito;
    8. Não criticar;
    9. Não falar excessivamente de si mesmo;
    10. Não se queixar;
    11. Controlar os impulsos de impaciência;
    12. Aceitar as opiniões, ideias, pensamentos e convicções dos outros;
    13. Fazer o bem sem comentários, ou quaisquer referência ao nosso gesto;
    14. Dissimular o benefício quando prestado a alguém para não embaraçá-lo;
    15. Não nos referirmos a exemplos próprios de boa conduta para recomendar procedimentos aos outros.
    (Do Livro Manual Prático do Espírita, de Ney Prietro Peres)

    Bibliografia
    1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
    2) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
    3) Manual Prático do Espírita - Ney Prietro Peres
    4) Ação e Reação - André Luiz/Chico Xavier
    5) Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixera
    6) O Consolador - Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
    7) Janela para a Vida - André Luiz/Chico Xavier
    8) Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier
    9) Missionários da Luz - André Luiz/Chico Xavier
    10) No Mundo Maior - André Luiz/Chico Xavier
    11) Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco
    12) Psicologia Espírita - Jorge Andréa
    13) Dramas da Obsessão - Bezerra de Menezes/Yvonne Pereira
    14) Dos Hippies aos Problemas do Mundo - Espíritos Diversos


    Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

2 de dez de 2016

"Sou favorável a um calendário unificado, da mesma forma que advogo um só valor monetário para todos os países e uma língua auxiliar mundial, como é o Esperanto, para todos os povos."


    Gandhi - Líder nacionalista indiano

Os três Cegos: parábola.

Um homem rico e generoso, o que é raro, encontrou em seu caminho três infelizes cegos consumidos pela fome e pela fadiga; apresentou a cada um uma peça de ouro. O primeiro, cego de nascença, irritado pela miséria, sequer abriu a mão; jamais vira, dizia, quem ofertasse ouro a um mendigo: a coisa era impossível. O segundo estendeu maquinalmente a mão, mas rejeitou logo a oferenda que se lhe fizera; como o seu amigo, ele a considerava qual uma ilusão ou uma obra de mau gosto: em uma palavra, segundo ele, a peça era falsa. O terceiro, ao contrário, cheio de fé em Deus e inteligência, no qual a fineza do tato havia em parte substituído o sentido que lhe faltava, pegou a peça, apalpou-a, e levantando-se, bendizendo seu benfeitor, partiu para a cidade vizinha para se proporcionar o que faltava à sua existência.
Os homens são os cegos: o Espiritismo é o ouro; julgai a árvore pelos seus frutos.


Livro: Revista Espírita - Tomo II - Allan Kardec - 7 de outubro do 1859. (Médium Sr. Did...)

1 de dez de 2016

A ESPERADA INTERVENÇÃO DO MUNDO ESPIRITUAL

A intervenção do Mundo Espiritual nos acontecimentos da vida do homem na Terra, principalmente do ponto de vista coletivo, obedece a certos princípios que nos limitam a ação.
Ao contrário do que muitos pensam ou desejam, os desencarnados, mesmo os de maior elevação, não podem agir contrariando as Leis Naturais, que, em nenhuma hipótese, atentam contra a liberdade de escolha da criatura.
No máximo, os Espíritos Amigos que se interessam pela evolução da Humanidade, procuram inspirar aqueles que se lhes mostram receptivos aos pensamentos de ordem superior.
Portanto, o espírito encarnado, sob as bênçãos de Deus, se encontra entregue a si mesmo, sendo ele diretamente responsável pelo seu progresso espiritual ou pela sua estagnação.
Não raro, a estagnação do espírito, tanto individual quanto coletivamente, pode perdurar por séculos. Os que, evidentemente, deliberam avançar, pagam tributo à sua ousadia, sendo, muitas vezes, perseguidos e mortos – porém, destacando-se da média da Humanidade, costumam ficar por longo tempo sem reencarnar na Terra, cujo meio se lhes mostra completamente inóspito. Ficando, no entanto, sem reencarnar na Terra, não significa que não permaneçam integrando os quadros da Humanidade invisível, juntando-se a grupos com os quais eles se afinem. Pode ser, ainda, que, com naturalidade, experenciem em outros orbes em que lhes seja possível o renascimento.
A Humanidade, coletivamente, é médium, preferindo estabelecer sintonia com determinada classe de espíritos, que, infelizmente, de maneira consciente ou inconsciente, influenciam-na negativamente, ou seja: pugnam pelo seu atraso espiritual, a fim de não permitir que a Luz se sobreponha às trevas.
Longe, pois, de qualquer cogitação, que, por exemplo, um espírito se materialize num Congresso ou numa Câmara, e, “puxando as orelhas” dos políticos corruptos, os constranjam a tomar corretas decisões em benefício da coletividade.
Da última vez que, diretamente, o Céu quis fazer isto, o Cristo teve que encarnar-Se para, de chibata nas mãos, expulsar os vendilhões do templo!
A eleição desse ou daquele líder político para conduzir os destinos de um país, é decisão da maioria dos espíritos que, encarnados ou desencarnados, constituem a sua comunidade. Claro que os apelos do Mundo Superior, no sentido de se fazer a melhor opção na referida escolha, jamais emudecem, não obstante, tais apelos, não raro, não encontram o eco desejado.
Prevalece, assim, a vontade da maioria dos homens, que, sem discernimento, deixam-se enganar, pagando, posteriormente, o preço de sua ignorância.
Nenhuma experiência, no entanto, é nula, porquanto, no máximo, o que as trevas conseguem fazer é com que marcha evolutiva da Humanidade sofra capitulações.
Deus é Infinito e o Infinito não tem pressa!
É possível, sim, que a Humanidade, nos próximos anos, venha a padecer duros reveses, a fim de que, coletivamente, ela se obrigue a introspecções que a levem à necessária mudança de paradigmas... E, neste sentido, o Mundo Espiritual Superior nada poderá fazer, a não ser além do que já tem sido feito, desde que o Cristo nos recomendou o “amai-vos uns aos outros”.
Não se cobre, pois, e nem se espere, do Mundo Espiritual, uma intervenção miraculosa nos assuntos pertinentes à Humanidade encarnada, posto que, deste Outro Lado da Vida, igualmente estamos a nos haver com o livre arbítrio daqueles que, fora do corpo, ainda não foram capazes de compreender que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 28 de novembro de 2016.

30 de nov de 2016

Questão 373 do Livro dos Espíritos
QUAL É O MÉRITO?

O mérito do cretino e do idiota nesse estado de provações é o de ressarcir suas dívidas do passado. Aparentemente eles estão paralisados no progresso, no entanto, eles estão progredindo, ainda que lentamente, porque estão impulsionados pela força da lei. O esforço próprio se encontra cerceado, para assimilar as lições, na vigilância da justiça.
Quando uma alma se encontra em reparo, como nesse caso, na fermentação dos seus valores, não quer dizer que parou no tempo e no espaço; nada para, tudo se move na dinâmica de Deus. É o processo de despertamento da luz interior para alcançar valores maiores.
O mérito é muito grande quando um Espírito recebe a dor em seus caminhos. É por ela que a alma conhece a libertação espiritual. Aparentemente, ela assombra quem sofre, porém no fundo, ela é luz que nos faz entender o amor do Pai para com todos nós. A dor, nesse estado a que nos referimos, é uma expiação decorrente do abuso que fizeram das suas faculdades espirituais; são as reações das ações maléficas de uma ou várias vidas passadas. É a lei ajudando a correção. A dor é sempre um socorro, para que não venhamos a piorar a situação, com maiores dificuldades em nossos passos.
Cretinos e idiotas não podem, voluntariamente, fazer o bem nem o mal, mas, estão em estado de maturidade, certamente a passos cansados, no entanto, estão rompendo as barreiras das dificuldades, para, no amanhã atingirem as luz da liberdade. O Senhor se encontra sempre presente na movimentação consciencial de todas as criaturas, ajudando-as nas suas necessidades. Compete a cada uma observar e agradecer essa ajuda de amor.
Por vezes, o corpo de um idiota prende um gênio da ciência para mostrar-lhe a necessidade de moralizar-se. O estado de idiotismo ou cretinice prepara-lhe a consciência como que “na estufa”, de sorte a fazer-lhe compreender a necessidade de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, coisas que não passaram pela sua mente quando se encontrava na violência, dirigindo instrumentos de morte. O gênio se torna um flagelo para a humanidade, quando se deixa escapar dos retos caminhos ou não se interessa pela moralidade, nos moldes ensinados por Jesus Cristo. O mais acertado é o equilíbrio entre as duas forças: Amor e Ciência, duas asas necessárias para um voo proveitoso e divino.
A Doutrina dos Espíritos nos ensina o cultivo da moral evangélica como alimento da alma e estabilidade de todos os corpos que ela possui. A moral harmoniza a vida, e a vida harmonizada deixa a luz desabrochar nas entranhas da consciência.
Para se livrar dos caminhos agressivos do mal, é necessário fazer o bem. Se as dificuldades aumentarem os caminhos, preciso é que se esforce para melhorar, porque todo trabalhador é digno do seu salário. Deus nunca se esquece dos seus filhos, principalmente daqueles que se esforçam para crescer ante a Sua luz.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

29 de nov de 2016

REVELAÇÃO – PROFETAS - I

            275 –Os cinco livros maiores da Bíblia encerram símbolos especiais para a educação religiosa do homem?
         -Todos os documentos religiosos da Bíblia se identificam entre si, no todo, desde a primeira revelação com Moisés, de modo a despertar no homem as verdadeiras noções do seu dever para com os semelhantes e para com Deus.

         276 –A previsão e a predição, nos livros sagrados, dão a entender que os profetas eram diretamente inspirados pelo Cristo?
         -Nos textos sagrados das fontes divinas do Cristianismo, as previsões e predições se efetuaram sob a ação direta do Senhor, pois só Ele poderia conhecer bastante os corações, as fraquezas e as necessidades dos seus rebeldes tutelados, para sondar com precisão as estradas do futuro, sob a misericórdia e a sabedoria de Deus.


        Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.