4 de mar de 2015

FILOSOFIA


115 –É a Filosofia a interpretação sintética de todas as atividades do espírito em evolução na Terra?
-A Filosofia constitui, de fato, a súmula das atividades evolutivas do Espírito encarnado, na Terra.
Suas equações são as energias que fecundam a Ciência, espiritualizando-lhe os princípios, até que unidas umas à outra, indissoluvelmente, penetrem o átrio divino das verdades eternas.

Da  obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

3 de mar de 2015


FÉ E TRABALHO

Muitos irmãos e irmãs nos escrevem desesperados.
Afirmam, inclusive, que têm pensado em suicídio.
Sentem-se deprimidos, sozinhos, sem esperança...
Não se sentem amados!
Dizem estar sem ânimo até para sair de casa, atravessar a rua, fazer uma simples caminhada.
Muitos confessam terem se entregado ao alcoolismo.
Convém, no entanto, que procurem ter serenidade.
O que, na atualidade, anda reduzindo, espiritualmente, muita gente a frangalhos é a falta de FÉ e de TRABALHO!
Não estou me referindo àquela fé menor depositada nas pessoas em geral, nos governantes, nos líderes religiosos...
Não, absolutamente! Estou me referindo àquela FÉ MAIOR que nasce da consciência tranquila pelo dever cumprido – àquela que todo mundo carece desenvolver para consumo pessoal – àquele tesouro que, segundo Jesus, não é acumulado na Terra,“onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam”...
O mundo está repleto de ladrões de fé!
Daqueles que, vivendo à margem da Lei Divina, em tudo quanto fazem, e dizem, inspiram apenas descrença, apatia, desânimo, tristeza...
Daqueles que não nos apontam caminhos para o alto, mas sim atalhos para o abismo...
VOCÊ, QUE ASSIM ME ESCREVEU, COM CERTEZA, ESTÁ PADECENDO DA FALTA DE FÉ E DE TRABALHO!
Não estou também aludindo ao trabalho de ordem material – àquele trabalho em que, correndo somente atrás de dinheiro, e cada vez mais dinheiro, muita gente está enlouquecendo...
Parece-me que querem amontar para a sua próxima reencarnação – e é tanto o que ajuntam, surrupiando o alheio, que nem em cinco reencarnações tudo eles poderiam consumir! Não obstante, em uma só existência, eles se consomem a si mesmos, e por várias existências!...
O trabalho, pois, que anda faltando, não é bem aquele que, por vezes, deixa você na condição de um pai, ou de uma mãe, de família desempregado!
Não é aquele trabalho menor que, honestamente, lhe garante o pão cotidiano – abençoado!
É AQUELE TRABALHO MAIOR DE DOAÇÃO ESPONTÂNEA A UMA CAUSA NOBRE! A UM IDEAL DE NATUREZA SUPERIOR! A UM PROPÓSITO HORIZONTAL, e não exclusivamente vertical!!!
Irmão José, nosso preclaro Benfeitor, em uma de suas obras, escreveu com a sabedoria que lhe é peculiar: “Solidão é sinônimo de mãos desocupadas e alma vazia de Ideal.”
Procure, URGENTEMENTE, algo para fazer – “a fé sem obras é morta” – não se esqueça!
Voluntarie-se, AINDA HOJE, ao serviço da Caridade, e vacine-se contra o mal que lhe deseja possuir o espírito.
O único bem que podemos fazer a nós mesmos é o bem que fazemos aos outros!
Alicerce a sua fé em sua própria capacidade de amar aos semelhantes – ainda que em seu amor ao próximo haja muita nódoa de egoísmo, ame!
Ame, imperfeitamente, mas ame!...
O homem solidário jamais estará solitário!...

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 2 de março de 2015.

2 de mar de 2015


Superando a Tristeza

Por que ficar triste?
Uns poderiam dizer: não consegui o que queria.
Outros afirmariam: ocorreu-me uma desgraça.
Um terceiro aduziria: perdi a graça pela vida.
E tantos outros motivos afora.
Estas razões para a tristeza têm um porquê, mas deveríamos permanecer neste estado de desalento por muito tempo?
Não seria melhor levantar a cabeça e tocar as coisas sabendo que elas são do jeito que são e devemos apenas aprender com tudo que aconteceu?
É difícil passar por situações desagradáveis, ser vítima de algo desastroso, no entanto, a vida continua e ficar macerando a dor não vai dar em nada.
Algo precisa ser feito quando se está triste para que isto não contamine os outros ao seu redor. 
“Tristeza não tem fim, felicidade sim”, dizia a boa música de Tom Jobim.
Parece mesmo, mas devemos mudar esta tendência, dar um ponto final à tristeza.
A tristeza profunda pode virar uma melancolia ou mesmo principiar uma depressão. 
Enroscasse numa espiral negativa que realmente se torna difícil sair, então, o remédio é agir logo.
Onde encontrar as forças para sair da tristeza?
Em você mesmo, ora. De tudo que pode ter ocorrido não há motivo maior do que procurar exatamente o inverso do ocorrido: buscar a alegria de viver.
O âmparo de Deus Pai, a colaboração dos espíritos amigos, daí e daqui, são fundamentais para não fincar os pés no poço da tristeza.
Podemos e devemos sair do estado de tristeza para o nosso próprio bem. Se entregar à adversidade não é bom raciocínio. Mostrar-se como coitado será pior. Reagir é a solução.
Não digo que a tristeza seja de todo mal. Há momentos em que ela é até saudável, mas devemos dosá-la para não se tornar uma rotina.
Chorar a morte de alguém querido, por exemplo, que lhe foi e é muito caro não tem nada demais. Se esta pessoa te fez bem, se ainda te traz na mente momentos vividos com ela e ficar momentaneamente triste por causa disso é demonstração de amor a quem partiu. A distorção está em fazer disso uma espécie de caçimba e se enfiar nela sem querer mais sair, entendeu?
Pois bem, você que me lê neste momento e, eventualmente, está num estado de tristeza, levante a cabeça, olhe para frente, descruze os braços, busque dar um sorriso, veja o sol, passeie na praia e tome um banho de mar, veja o nascer das manhãs, seja cúmplice dos belos momentos que a natureza nos contempla. Ela nos ensina, do seu jeito grandioso, que devemos renascer a cada dia. Tudo funciona em ciclos, vai e vém. O motivo que fez instalar a tristeza em você veio, mas agora deve ir embora.
Renove-se por dentro, projete seu futuro, saia das amarras do que te prende ao ontem, refaça a sua vida.
Chore quando preciso, mas alimente-se de alegria.
Você terá todas as condições de sair do seu estado atual e encontrar novas razões para viver, seja qual for o motivo que te levou a ficar triste.
Deus sorri sempre para você, então siga os passos divinos e torne-se uma pessoa feliz.
Um abraço,
Helder Camara

28 de fev de 2015

JUSTIÇA E AMOR

Ante a Justiça Divina –
De um sábio Mentor ouvi –,
O homem, pelos seus atos,
Responde apenas por si.

Mas, perante a Lei do Amor,
No que possamos fazer,
Todos nós, uns pelos outros,
Teremos que responder.

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de quinta-feira, do dia 19 de fevereiro de 2015, em Uberaba – MG).

27 de fev de 2015

As Chaves da Felicidade

A triste realidade que ainda observamos nos faz ficar preocupados. Estatísticas recentes ainda demonstram enorme concentração de renda no planeta. Poucos detêm a grande maioria das riquezas e a grande maioria vive com o “resto” do que é produzido e dos bens.
Por que esta situação ainda persiste? 
Por que ainda permitimos que sejamos tão desiguais?
Por que não alteramos o curso das coisas?
Há, na raiz disso tudo, muito egoísmo – esta é a verdade.
Pergunto-me sempre, desde que estava aí entre vós, por que tamanha ganância? O que é que uma pessoa vai fazer com tanto dinheiro e patrimônio, sobretudo sabendo que há tantos sem nada?
Na verdade, já perguntava sabendo, de certa forma. O egoísmo era a primeira resposta imediata, mas também vejo que a noção de espiritualidade passa distante destas pessoas. Para elas, o que importa são as coisas materiais. O que as impressiona os sentidos.
Pois bem, como pensar num mundo novo se temos este quadro de egoísmo e materialismo?
Estas constatações nos faz pensar constantemente em tentar construir um mundo novo. Um mundo que seja com mais amor e com mais espiritualidade.
Se notarmos bem, vamos constatar que estas eram as mesmíssimas preocupações de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Primeiro, Ele nos ensinou a amar. Resumiu em seu mandamento maior tudo que deveríamos fazer para sermos felizes: amar a Deus sobre todas as coisas e, imediatamente nos conclamou: e ao próximo como a ti mesmo.
Portanto, devemos amar, mas amar de verdade para sermos felizes. Porque se amamos, vamos querer dividir o que temos para beneficiar ao outro já que não vamos precisar de tudo aquilo para ser feliz. Aliás, só iremos nos sentirmos melhores se enxergarmos a felicidade no nosso irmão de caminho.
Por outro lado, Jesus nos deu provas consistentes sobre a vida espiritual. Ele dizia sempre para que não esquecêssemos: a felicidade não é deste mundo.
Ora, pode ser que Ele se referisse a outro mundo, pode ser, mas certamente também se referia que o mundo que Ele imaginava, sem ódios, sem miséria, sem fome, sem desgraça alguma, “ainda” não era o nosso, aquele em que viva. Os valores espirituais aparecem como necessidade de transcendência do ser humano. A superação dele por ele mesmo. Naturalmente que o mundo espiritual, este que vivo, tem qualidades que o mundo físico ainda não possui, mas devemos trazer o que temos aqui para vocês. Este é o desafio.
Penso já que os homens precisam abandonar de vez esta ideia de que morreu acaba com tudo. Esta noção de limite de vida é terrível. Quando o ser humano pensar que vai continuar, que nada para, então ele vai pensar duas vezes naquilo que está fazendo, ah, vai.
Por esta razão, estou aqui nesta nova frente, toda semana, escrevendo coisas para elucidar, naquilo que posso, as mentes de vocês.
Acordem, meu povo, acordem! O tempo está passando.
Acordem para a vida espiritual.
Acordem para vida repleta de amor.
Estão aí, sem dúvida alguma, as duas grandes chaves para sermos felizes.
Fiquem em paz!
Helder Camara

26 de fev de 2015


111 –É justa a fundação de institutos para a educação sexual?
-Quando os professores do mundo estiverem plenamente despreocupados das tabelas administrativas, dos auxílios oficiais, da classificação de salários, das situações de evidência no magistério, das promoções, etc., para sentirem nos discípulos os filhos reais do seu coração, serão acertados cogitar-se da fundação de educandários dessa natureza, porquanto haverá muito amor dentro das almas, assegurando o êxito das iniciativas.
Os professores do mundo, todavia, considerando o quadro legítimo das exceções, ainda não passam de servidores do Estado, angustiados na concorrência do profissionalismo. Na sagrada missão de ensinar, eles instruem o intelecto, mas, de um modo geral, ainda não sabem iluminar o coração dos discípulos, por necessitados da própria iluminação.
Examinada a questão desse modo, e atendendo às circunstâncias das posições evolutivas, consideramos que os pais são os mestres da educação sexual de seus filhos, indicados naturalmente para essa tarefa, até que o orbe possua , por toda parte, as verdadeiras escolas de Jesus, onde a mulher, em qualquer estado civil, se integre na divina missão da maternidade espiritual de seus pequenos tutelados e onde o homem, convocado ao labor educativo, se transforme num centro de paternal amor e amoroso respeito para com os seus discípulos.
112 –Como renovar os processos de educação para a melhoria do mundo?
-As escolas instrutivas do planeta poderão renovar sempre os seus métodos pedagógicos, com esses ou aqueles processos novos, de conformidade com a psicologia infantil, mas a escola educativa do lar só possui uma fonte de renovação que é p Evangelho, e um só modelo de mestre, que é a personalidade excelsa do Cristo.
113 –Os pais espiritistas devem ministrar a educação doutrinária a seus filhos ou podem deixar de faze-lo invocando as razões de que, em matéria de religião, apreciam mais a plena liberdade dos filhos?
O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espiritistas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença.
O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo?
Além disso, os pais espiritistas devem compreender que qualquer indiferença nesse particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo, e à ausência de amor à verdade.
Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus. Agir contrariamente a essas normas é abrir para o faltoso de ontem a mesma porta larga para os excessos de toda sorte, que conduzem ao aniquilamento e ao crime.
Os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas, sim, para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.
114 –A economia deve ser dirigida?
-No que se refere à técnica de produção, à necessidade da repartição e aos processos de consumo, é mais que justa a direção da economia; porém, nesse sentido, todo excesso político que prejudique a harmonia na lei das trocas, de que o progresso depende inteiramente, é um erro condenável, com graves conseqüências para toda a estrutura do organismo coletivo.
Tais excessos deram causa aos sistemas autárquicos de governos, da atualidade, onde parecem todos os ideais de justiça econômica e de fraternidade, em virtude dos erros de visão do mau nacionalismo.
A vida depende de trocas incessantes e toda restrição a esses elevados princípios de harmonia é uma passagem para a destruição revolucionária, onde se invertem todos os valores da vida.
Que a economia seja dirigida, mas que as paixões políticas não penetrem os seus domínios de equilíbrios e reciprocidade, porquanto, na sua influência nefasta, o “bastar-se a si mesmo” é a ideologia sinistra da ambição e do egoísmo, onde o fermento da guerra encontra o clima apropriado para as suas manifestações de violência e extermínio.
Da  obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier 

25 de fev de 2015

ENCONTROS

Questão 286 do Livro dos Espíritos

A alma, quando desencarna, tem muitas surpresas no além, porque nem sempre, logo ao seu desenlace, pode encontrar seus parentes e amigos que a precederam nessa viagem comum a todos os seres.
Quase todos os Espíritos que passam para o lado de cá perdem os sentidos no momento do desprendimento do fardo, já gasto e cansado, e quando levados para casas de recuperação, ali permanecem até sentir a si mesmos como realidade, acostumando-se à vida que há tempos deixaram de viver.
Há Espíritos que imediatamente ficam conscientes do seu estado espiritual, abraçando aos que o cercam com emoções que lhes restauram o equilíbrio. Muito poucos no mundo não perdem a consciência no momento da chamada morte. Outros, não obstante, voltam da carne sem perceber o transe em que se encontram. A variação nesse sentido é de zero ao infinito.
Tudo, como já dissemos, é relativo, de acordo com a evolução da criatura. Os Espíritos muito ligados às paixões terrenas e aos bens materiais, em cujo mundo interno prolifera a maldade, o ciúme e ódio, ficam apegados aos seus despojos por tempo indeterminado. Desse tipo, encontramos multidão, por lhes faltar a fé, o amor e a caridade.
A bondade de Deus é muito maior do que se pensa. Para o auxílio aos nossos companheiros que morrem e continuam mortos, existem mutirões e mais mutirões de Espíritos adestrados nas colônias espirituais, encarregados de dar assistência compatível com os Espíritos, nos quais a inconsciência da vida domina os sentimentos, trabalhando sempre por ordem de Deus, usando os canais do Cristo.
Tratando-se do Espírito mediano, do servidor comum, ele precisa de um tempo para o refazimento da grande viagem, e às vezes é levado para residência particular dos seus próprios parentes que o precederam, e que plantaram com o trabalho e transformações internas o que têm para dar aos que igualmente merecem. Por isso os que já sabem dessas verdades não devem ficar na omissão sobre o que já compreendem dos deveres espirituais. Os que puderem fazer a mais, no campo das melhorias do coração, não devem deixar para amanhã. O hoje é o melhor momento de aproveitamento das oportunidades.
O Espírito, quando se encontra consciente da verdade, que tem confiança na vida que continua no fulgor das luzes eternas, que lembra e aceita o maior fenômeno de todos os tempos, que afirma que a vida prossegue depois do túmulo - a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo - sente uma paz interna em todas as provações, sente um clima de harmonia em todos os transes por que passa, e mesmo na hora suprema de deixar um dos corpos que Deus lhe deu, o seu amor a tudo e a todos lhe traz uma paz imperturbável no coração. E é a esperança viva de regressar à pátria verdadeira e definitiva daquele que venceu a si mesmo, que nos mostra a sua evolução espiritual.
Recomendamos aos irmãos em crença que, se já leram as obras básicas do Espiritismo, que tornem a ler, porque nas entrelinhas, encontrarão tudo o que buscam, na ansiedade de novas revelações.
Se o homem quer encontrar seus parentes, amigos e companheiros que já retornaram à pátria espiritual em boa situação íntima, deve fazer por merecer, preparando-se para a viagem, porque o viajante inteligente sabe arrumar as malas com tudo o de que precisa para as suas andanças. Se quer, ao retornar à erraticidade, ajudar logo aos mais caros que se encontram nas sombras, que comece também a se preparar, para que não tenha grandes surpresas. E que Jesus abençoe sempre seus esforços para melhorar-se.
 

Livro: Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez