28 de mai de 2015

ALMAS GÊMEAS



Questão 298 do Livro dos Espíritos

Quando falamos em almas gêmeas, não é generalizando o termo, mas no sentido de que existem almas gêmeas nos planos onde ainda não existe a verdadeira perfeição do Espírito. Deus não fez uma alma somente para outra, de modo que somente as duas possam sentir o verdadeiro amor entre si. Isso não existe entre os Espíritos puros.
No entanto, antes de chegar à pureza espiritual, é claro que temos necessidade de estarmos unidos por sentimentos mais profundos a determinada alma, que nos ajuda e nos sustenta na própria vida. A existência de almas gêmeas depende, pois, do plano em que se situam. No seio da pureza angélica, repetimos, não existe; ali o amor é perfeitamente universal. Mas, nos planos próximos à Terra, certamente que existem almas gêmeas.
Estamos caminhando para a perfeição, para amar ao próximo como a nós mesmos, como o Cristo nos ensinou. O próximo são todas as almas, em todos os planos de vida. Verificamos esse entendimento sublimado na vida de Francisco de Assis, para quem o encontro com Clara de Assis, foi motivo para que ele amasse mais ao seu próximo, aos animais, às plantas, aos peixes, às estrelas, enfim, a toda a natureza, em profusão. E, acima de tudo, ele amou a Deus, com a presença de Jesus.
Procuremos experimentar deixar fluir o amor puro para fora do lar, atingindo os que sofrem fome, sede e nudez. Avancemos com esse amor para os animais, as aves, as plantas, o ar, o sol, as estrelas, os alimentos, que notaremos uma vida renovada e uma consciência mais livre, a nos inspirar a verdadeira paz no coração.
A Doutrina Espírita, revivendo Jesus, não pede sacrifícios que não se possa fazer, mas, ensina que se tenha boa vontade onde se foi chamado para viver. Que vivamos com mais gratidão aos que nos cercam, com mais carinho para com aqueles que nos deram a oportunidade de reencarnar, para com os nossos parentes e amigos. Se a vida continua, o nosso amor deve continuar nos dando paz de consciência e prometendo felicidade onde quer que estejamos.
Não há união particular e fatal, nos assevera "O Livro dos Espíritos", porque Deus é Deus de amor, e os Espíritos puros são livres, sem exigências e sem ciúmes que possam levá-los à prisão dos sentimentos. A grandeza de Deus é bem maior do que se pensa. Ele, sendo a Inteligência Suprema, não iria nos pedir opinião antes de fazer as leis para o bem da criação universal.
Unamo-nos no bem coletivo sem apego, ligados pelo amor que universaliza todos os sentimentos, para que a paz de todos forme a paz de Deus em nossos corações para sempre.
Existem almas gêmeas sim, pois todas as almas são gêmeas pela força do amor de Deus.

Livro Filosofia Espírita – João Nunes Maia - Miramez

27 de mai de 2015

EXPERIÊNCIA III

135 –Se o determinismo divino é o do bem, quem criou o mal?
-O determinismo divino se constitui de uma só lei, que é a do amor para a comunidade universal. Todavia, confiando em si mesmo, mais do que em Deus, o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei, efetuando, desse modo, uma intervenção indébita na harmonia divina.
Eis o mal.
Urge recompor os elos sagrados dessa harmonia sublime.
Eis o resgate.
Vede, pois, que o mal, essencialmente considerado, não pode existir para Deus, em virtude de representar um desvio do homem, sendo zero na Sabedoria e na Providência Divinas.
O Criador é sempre o Pai generoso e sábio, justo e amigo, considerando os filhos transviados como incursos em vastas experiências. Mas, como Jesus e os seus prepostos são seus cooperadores divinos, e eles próprios instituem as tarefas contra o desvio das criaturas humanas, focalizam os prejuízos do mal com a força de suas responsabilidades educativas, a fim de que a Humanidade siga retamente no seu verdadeiro caminho para Deus.
136 –Existem seres agindo na Terra sob determinação absoluta?
-Os animais e os homens quase selvagens nos dão uma idéia dos seres que agem no planeta sob determinação absoluta. E essas criaturas servem para estabelecer a realidade triste da mentalidade do mundo, ainda distante da fórmula do amor, com que o homem deve ser o legítimo cooperador de Deus, ordenando com a sua sabedoria paternal.
Sem saberem amar os irracionais e os irmãos mais ignorantes colocados sob a sua imediata proteção, os homens mais educados da Terra exterminam os primeiros, para sua alimentação, e escravizam os segundos para objeto de explorações grosseiras, com exceções, de modo a mobilizar-los a serviço do seu egoísmo e da sua ambição.
Da obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

25 de mai de 2015

A Opção pelo Amor

Em tudo na vida é preciso amar.
Tudo que é feito precisa ser feito com amor.
O amor é o centro de tudo, sem ele tudo fica sem sentido, não há outra opção.
Os que teimam em operar coisas sem amor, podem ver, no final não dará certo. O que, porém, é feito com zelo, com cuidado, com esmero, isto tem amor, e vai ser vitorioso.
O amor sendo o centro de tudo opera milagres.
Quando alguém está doente, muito doente, sem muita esperança de melhora, então é aí que o amor aparece mais importante.
De início, pedimos a Deus pela nossa melhora. Depois, vemos os nossos que pedem a Deus por nós. Meus filhos, porque não pedimos pelo amor à própria vida, pelo simples fato de que queremos continuar na carne e sermos produtivos. Quando o amor se manifesta em nós mesmos, mesmo na condição de sobrevivência, já é amor, autoamor, amor por si mesmo, que é o básico que toda criatura deve ter por si.
O amor transforma tudo, faz tudo desaparecer e se mostrar com novos ares, uma verdadeira maravilha.
Já vi gente ranzinza, chata mesmo, daquelas que ninguém suporta estar presente, que um dia, sem ter nem para quê, se apaixonou, conheceu o amor verdadeiro, e aí, por força das circunstâncias, teve que se modificar por dentro para agradar a pessoa amada. É o amor transformador.
O amor também se dá quando a gente se apieda da condição do outro. Vemos o outro sofrer tanto que não queremos compartilhar a dor daquele jeito, então, pomos a orar, a pedir pela sua “absolvição”, pelo seu alívio, e o Pai que atende toda solicitação para o bem dá lá o seu jeitinho.
Quando pensamos no outro, quando saímos de nós mesmos em busca do outro, quando deixamos de ver para o nosso próprio umbigo, estão é sinal que estamos evoluindo. O mundo não é somente eu, começamos a pensar. Mais do que isso, começamos a perceber também que a nossa felicidade, aquela verdadeira, nos diz que eu só serei, de fato, feliz se eu ver igualmente a felicidade de meu irmão de caminho.
Esta solidariedade irrestrita, este gostar por si mesmo, nos levar espontaneamente ao encontro do Criador. É assim. Completamo-nos à medida que saímos de nós e vamos ao encontro do outro, reflexo de Deus perto de nós. Na verdade, ao amarmos o nosso irmão de caminho estaremos, por tabela, amando o nosso próprio Pai.
É assim a maravilha do amor.
Amor de ação e não apenas de pregação.
Amor de devoção e não apenas de simples emoção.
Amor de coração e não apenas de apelação.
Viva o amor e será bem mais feliz.
Helder Camara

24 de mai de 2015

Vergonha
Não sou aquele de antes. Também pudera, quanto tempo já se passou do meu retiro do mundo dos vivos na carne. Faz tempo, muito tempo, que vi um Brasil a se construir, a tecer seus primeiros traços de nação. Era tudo um sonho, um grande sonho, tudo por fazer. Agora, senhores, resta-nos completar este sonho ou dá-lo vivas cores.
O que vejo hoje, apesar das conquistas inumeráveis que fizemos, é um país triste, cabisbaixo, sem energias, desolado.
O que vejo hoje, com meus olhos de espírito, é uma terra dizimada pelo pessimismo, pela desonra, pela iniquidade, todo um pavor.
Isto pode mudar, minha gente. Isto tem que mudar, minha gente.
Toda crise é passageira, bem sabemos, mas elas têm que nos deixar lições para não mais repeti-la. Que venham outras, ao longo dos tempos, mas por motivos novos não aqueles que nos fizeram sucumbir no passado.
O que vejo, porém, é que estamos nos lambuzando nos mesmos erros. E o qual o erro maior?
Dignidade na política, ou melhor, a falta de uma conduta moral reta no tratar das coisas públicas.
Este mal, infelizmente, é geral. Já pontuei em outros artigos esta doença que não se afasta, aquela que diminui o homem, que o deixa menor que os animais, a falta de vergonha na cara.
A honradez, que era em meu tempo, questão sine qua non para se estar na rua, atualmente é artigo raro, sobretudo no mundo da política.
Os acordos malversados, as conversas de mais valia, os tratados de esperteza, o raciocínio do lucro fácil com o dinheiro público, é o comum das conchavos dos gabinetes de todas as esferas do poder.
É um câncer, senhores, de profundas raízes, cujo doente nem se apercebe dele, ao contrário, acredita ser este um sinal de saúde nas suas relações políticas.
A que ponto chegamos com a hipocrisia do discurso pelo povo apenas para atender aos seus interesses mais que pessoais.
Que vergonha, senhores!
Tudo isso não é normal e há, no subterrâneo da sociedade brasileira, grande insatisfação. De todos os lados, o povo não acredita mais nos seus mandatários, nos políticos da vez, nos seus representantes que nunca os representou de verdade.
Que política vergonhosa se faz e a cara cínica de larápios do povo travestidos em cordeiros.
Somos uma nação que vencerá a estes desmandos, sem antes, contudo, experimentar os vexames dos escândalos. Quanta gente será pega ainda com as mãos e os pés na lama para isto acontecer?
Tenho pena deles, antecipadamente, sinto dó destes irmãos sem raciocínio do bem e desprovidos de caráter.
O mal que fazem a eles é tamanho, pois a resposta, aqui nos círculos espirituais, é de tão grande impacto que suas consciências gostariam de voltar do pesadelo num instante e não irão consegui-lo.
O dinheiro que faz falta aos projetos de habitação, às melhorias salariais dos servidores públicos, aos vencimentos dos professores e profissionais da sáude, enfim, de todo bem que deveria ter sido feito e não o foi, será cobrado, centavo a centavo, nos bastidores da vida física.
Que pena!
Muitos deles são tribunos de valor, possuem inteligência ímpar para a coisa pública, mas degeneraram-se, desprezaram os seus compromissos de ajudar ao povo mais sofrido nos seus projetos reencarnacionistas.
O mundo mudará, o Brasil se modificará, mas o preço a ser pago será alto, bem mais do que se pode imaginar.
De nossa parte, a confiança que novas bases de poder se erguerão depois do período de caos e desfaçatez. Novos homens e mulheres, como já me referi, adentram o corpo carnal para experiências libertadoras de toda a sociedade.
Que o bem político maior prevaleça.
Que a esperança de dias melhores vença.
Que o homem avance mais nos seus desígnios divinos.
É hora de mudar!
Joaquim Nabuco

23 de mai de 2015

RECORDAÇÃO

Recordo-me de mim na arena ensanguentada,
Hábil gladiador, invencível e forte,
Sempre de arma em punho a decretar a morte
De quem se me opusesse à inclemência da espada...

Certo dia, porém, numa luta travada,
Ante um golpe brutal a transmudar-me a sorte,
Constrangido a buscar a vida em outro norte,
Deixei o corpo ao chão de alma transtornada...

Correu o tempo e, então, voltando à antiga arena
Dos meus crimes cruéis, eu me vi noutra cena,
Sem espada na mão, amarrado a uma cruz...

Testemunhando a fé em grande provação,
De assassino que fui me fizera cristão,
Aprendendo a viver e a morrer por Jesus!...

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A, Baccelli, em reunião no Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 15 de maio de 2015, em Uberaba – MG).

22 de mai de 2015

Os Expoentes da Codificação: “Platão”.
É pelos frutos que se conhece a árvore. Toda ação deve ser qualificada pelo que produz: qualificá-la de má, quando dela provenha mal; de boa, quando dê origem ao bem."
Estas palavras bem podem soar, para quem já leu o Evangelho, como palavras textuais do Senhor Jesus.
Contudo, foram anotadas e dadas ao mundo séculos antes de Jesus, por Platão, filósofo grego, discípulo de Sócrates. Seu nascimento data do ano 428 ou 427 a C, na cidade de Atenas, na Grécia.
Pertencente à alta aristocracia, em torno dos seus 20 anos, conheceu e tornou-se amigo do filósofo Sócrates, a quem acompanhou até os seus últimos dias e de quem anotou os ensinos, graças ao que nos chegaram aos dias atuais.
Empreendeu viagem ao Egito e à Itália meridional. Na Sicília freqüentou a corte de um tirano de Siracusa de nome Dionísio. Desejando influir na política da cidade, terminou por se incompatibilizar com Dionísio, que o mandou vender como escravo, na ilha de Egina, que se achava em guerra com Atenas.
Resgatado, retornou para sua cidade natal onde, em torno dos seus quarenta anos, fundou a Academia, na qual ensinou até o final dos seus dias terrenos.
Fácil de se entender porque ele e Sócrates são considerados precursores da idéia cristã e do Espiritismo, bastando se leiam alguns dos seus escritos. A obra kardequiana O evangelho segundo o Espiritismo apresenta pequenos trechos que se referem ao conceito dos dois filósofos gregos a respeito da alma, seu progresso, a reencarnação, o mundo espiritual e seus habitantes, bem assim a respeito das mais excelsas virtudes, exatamente traçando um paralelo entre aquelas idéias, as do Cristo e, por conseqüência, os princípios fundamentais do Espiritismo.
Considerado um dos filósofos mais influentes de todos os tempos, pois que seu pensamento dominou a filosofia cristã antiga e medieval, seus escritos nos legaram o pensamento socrático, bem assim os relatos comoventes dos últimos dias de seu mestre. Criador pessoal ainda do diálogo filosófico, espécie de drama de idéias.
Sua obra O Banquete é considerada uma das maiores da literatura antiga. Como poeta, seu estilo é o ponto mais alto da prosa grega e o demonstra nos seus poemas em prosa do mito da Caverna, da Atlântida e de Eros.
Escreveu ele "O amor está por toda parte em a Natureza, que nos convida ao exercício da nossa inteligência; até no movimento dos astros o encontramos. É o amor que orna a Natureza de seus ricos tapetes; ele se enfeita e fixa morada onde se lhe deparem flores e perfumes. É ainda o amor que dá paz aos homens, calma ao mar, silêncio aos ventos e sono à dor."
As obras de Platão discorrem sobre a mentira, a natureza do homem, a piedade, o dever, o belo, a sabedoria, a justiça, a coragem, a amizade, a virtude. No livro VII da República, ele apresenta o célebre mito da caverna: acorrentados no interior de um cárcere subterrâneo e de costas voltadas para a entrada por onde penetra a luz, os que estão ali presos somente podem ver dos homens, dos animais e de tudo o mais que se encontre no exterior da caverna, as sombras que se projetam no fundo dela.
Um homem que consegue se libertar, ofusca-se com a luz do sol no exterior e descobre que tudo o que vira até então era a irrealidade. Ali estava o mundo real. No entanto, se retornar ao interior e desejar transmitir aos demais, ainda prisioneiros, o que viu, sente que corre o risco de ser maltratado e até morto. Esta, segundo Platão, é exatamente a missão do filósofo.
Tendo desencarnado, pleno de lucidez e força criadora, aos 80 anos de idade, da espiritualidade, unindo-se a tantos outros espíritos de envergadura intelecto-moral, Platão continua na sua missão, revelando as nuances do mundo espiritual, o mundo do sol ofuscante, o mundo real, verdadeiro.
Seu nome é citado em Prolegômenos de O livro dos espíritos, bem assim assina um dos trechos da resposta à questão 1009 da mesma obra, onde falando a respeito da inexistência das penas eternas bem recorda as exortações de Sócrates, quando ao seu tempo, apresentou a alma migrando através de múltiplas existências, em seguida a mais ou menos longos períodos de erraticidade.
E conclui: "Humanidade! não mergulhes mais os teus tristes olhares nas profundezas da Terra, procurando aí os castigos. Chora, espera, expia e refugia-te na idéia de um Deus intrinsecamente bom, absolutamente poderoso, essencialmente justo."
Pesquisa:
KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Rio de Janeiro, 1974. perg. 1009.
KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo, Rio de Janeiro, 1987. introdução.
Enciclopédia Mirador Internacional, vol 16, verbete: Platão.
GRUPO MUNDO ESPÍRITA

21 de mai de 2015

AFEIÇÃO

Questão 297 do Livro dos Espíritos

A afeição que temos a outrem na Terra continua no mundo dos Espíritos, quando fundamentada realmente no amor universal. Quando ela é física, desaparece com a perda do corpo, não obstante, pode, por vezes, demorar-se mais um pouco no Espírito, enquanto a animalidade durar, porque as paixões inferiores ainda existem no plano extrafísico, quase como na Terra, animando um corpo material. Entretanto, nunca têm durabilidade como o amor fraternal, que permanece eternamente brilhando no coração das criaturas de Deus.
O "amor" na Terra, principalmente entre as almas mais materializadas, é revestido de egoísmo, de amor próprio, para satisfação pessoal. Ele se encontra preso à bestialidade, nos distúrbios emocionais inferiores, sendo que utiliza um canal, o sexo, pelas vias do qual se processa a reencarnação, lei universal em todos os mundos habitados.
Analisando profundamente, a afeição de uma pessoa para outra nasce, na maioria dos casos, do sexo; entretanto, quando essas pessoas se espiritualizam, esse instinto se sublima, ganhando uma dimensão que escapa à análise dos homens, mesmo os de ciência, e por vezes os espiritualistas. No mundo espiritual há o sexo, e ele é praticado entre os inferiores qual na Terra, mas, entre as almas puras, ele se torna Amor, troca de energias divinas capazes de sustentar os seus instrumentos em todos os cambiantes do trabalho e, ainda mais, esse repasse de forças fá-los sentir uma indizível felicidade de viver; não existe, porém, apego entre Espíritos puros.
Pode existir afeição mútua mesmo nos planos superiores do Espírito, sem que o ciúme perturbe os sentimentos. Essa união é consagrada em favor dos que sofrem, em todos os lugares que a vida os chamar para servir.
A verdadeira simpatia nunca acaba; ela atravessa o túmulo com mais fulgor, forma laços de união divina para estender os ensinamentos de Jesus em todos os corações. Compreendamos, pois, a necessidade de nos unirmos para o bem comum, porque não fomos feitos separados. A obra de Deus é unificada em Seu amor.
Esperamos, e isso deve acontecer brevemente, que o Evangelho seja conhecido em todas as nações, mas não somente conhecido, porém, vivido pelos corações estagiados na Terra. Aí o amor, o amor verdadeiro, transformará o planeta em paraíso, onde não existirão os instintos inferiores, e as paixões certamente cederão lugar ao verdadeiro amor, aquele pregado e vivido por Jesus.
Quem sabe estender ao próximo a sua afeição sem especular e sem exigências, está começando o plantio da sua própria felicidade, e é, mesmo como encarnado, que se deve iniciar essa lavoura, para que se possa colher, em Espírito, os frutos dos esforços empregados no mundo físico.
Trabalhemos no bem, onde quer que seja, que esse bem nos defenderá em todas as investidas do mal, que por vezes nos atacarão. As sementes de luz são mais salientes na nossa consciência, a nos dizer que devemos prosseguir, estendendo o amor e acendendo a chama da fraternidade.
A coisa mais linda do mundo espiritual, para os que chegam, é o afeto dos que o esperam, é a força da simpatia dos amigos que receberam igualmente amor dos que antes deles chegaram e, ao intercruzarem os sentimentos, há uma profusão de luzes, onde a vida promete um reino maior de trabalho com mais segurança, na certeza de que o Cristo nasceu na manjedoura dos corações que amam sinceramente.
Livro: Filosofia espírita – João Nunes Maia – Miramez - Os livros espíritas, como este vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira.