31 de jul de 2015

TRABALHO
 "E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu trabalho também." (João, 5:17.)

    Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas.
    Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido.
    A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.
    Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade.
     O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.
     De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro.
    Mas Jesus veio arrancar-nos da "morte no erro". Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida.
     Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecivel dedicação à Humanidade.
     Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando.
    Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?


Livro Evangélico Espírita: “Caminho, Verdade e Vida”. - Francisco C. Xavier - Emmanuel

30 de jul de 2015

Questão 307 do Livro dos Espíritos
  LEMBRANDO O PASSADO
  
  Lembrar-se do passado é uma arte, senão um dom, que pode se desenvolver de acordo com as necessidades da alma.
  A natureza, acionada pela força de Deus, não perde tempo: ela ajuda na semeadura e serve de agente na colheita, quando isso é necessário ao Espírito. Precisamos entender essa ciência, porque ela nos ajuda a viver melhor, mostrando-nos os caminhos da felicidade.
  A nossa consciência grava tudo, todos os fatos que ocorrem conosco em todas as reencarnações, por processos tais que o homem, cuja percepção ainda não foi suficientemente desenvolvida, não consegue compreender.
  Quando o Espírito precisa lembrar-se de alguma coisa para o seu benefício, o instrumento para tal é a vontade; todavia, essa vontade deve ser adestrada na ciência do amor. Isso quer dizer que não é somente a consciência que grava os nossos fatos: eles ficam escritos igualmente no exterior, pela sensibilidade do éter cósmico, obediente aos nossos pensamentos. A linguagem não é corno a que se conhece: são imagens que dizem tudo o que fazemos. E, ao subirem para o consciente, despertam em nós poderes, a nos fazerem relembrar de tudo o que realizamos com todos os seus detalhes.
  A regressão de memória nos mostra essa realidade, fato comum no exercício de certas mediunidades, como por exemplo, a escrevente. O passado é um celeiro de guardados daquilo que pensamos e fizemos. É nesse sentido que o Evangelho diz, com propriedade, que nada fica escondido. Escrevemos dentro de nós, no livro da consciência, e o hálito divino registra tudo referente à nossa vida, para entregar Deus o que somos e o que estamos fazendo.
  Ninguém engana a Deus nem a si mesmo. Não há condições de ocultar os nossos erros ante a nossa vida; querer enganarmos a nós mesmos é perder o tempo que poderíamos aproveitar em subir mais um degrau, ascendendo em busca da luz.
  O Espírito evoluído, que já se libertou das paixões humanas, que encontra no amor seu próprio alimento de vida, pode ir ao passado quando desejar, extraindo dele experiências que lhe servem para maiores esclarecimentos. Assim, ele aprendeu a não julgar os outros, pelos erros cometidos, porque também errou no passado. Ele se lembra sempre da advertência de Jesus, que disse: Não julgueis, para não serdes julgados.
  Alguns pensam que, desde quando o Espírito se encontra desencarnado, ele se lembra de tudo, de todas as vidas passadas. É um engano; o processo de lembranças é de acordo com as necessidades da alma. Para isso, existe alguém que regula as nossas lembranças. É, pois, tornamos a falar, uma ciência divina, com sublime força para despertar as criaturas.
  O que provoca o esquecimento do passado é a ignorância das leis espirituais, e o processo da gravação na consciência ainda é primária para as devidas revelações, no que tange a todas as particularidades da escrita interna, no livro da consciência.
  Quando os fatos caem no esquecimento, é porque a sua lembrança pode nos fazer mal. Se teimarmos, buscando aqui e ali meios para regressão da consciência, podemos nos encontrar com o monstro que devora a nossa alegria. A natureza é sábia, e vai nos instruindo parcimoniosamente, de acordo com as nossas necessidades.
  Toda violência adultera a verdade, e a verdade desvirtuada nos traz problemas de difícil reparo. Quando vier a idéia de vasculhar o passado por mera curiosidade, procuremos as lições do presente, entregando-nos a construir, ampliando as forças para amar, perdoar e servir, que nesse caminho as forças libertadoras vão se chegando com a sementeira da alegria, e o porvir será encarado como a meta da felicidade. Devemos nos lembrar das reformas que temos a fazer agora, e não nos deixar ficar somente nas lembranças: AJAMOS!


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Os livros espíritas, como este vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira.

29 de jul de 2015

TRANSIÇÃO

153 –Se a hora da morte não houver chegado, poderá o homem perecer sob os perigos que o ameacem?
-Nos aspectos externos da vida, e desde que o Espírito encarnado proceda de conformidade com os ditames da consciência retilínea e do coração bem-intencionado, sem a imponderação dos precipitados e sem o egoísmo dos ambiciosos, toda e qualquer defesa do homem reside em Deus.
154 –Quais as primeiras impressões dos que desencarnam por suicídio?
-A primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que se não extingue com as transições da morte do corpo físico, vida essa agravada por tormentos pavorosos, em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia.
Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre, em seu corpo somático, indefinidamente. Anos a fio, sentem as impressões terríveis do tóxico que lhes aniquilou as energias, a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem das águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e, comumente, a pior emoção do suicida é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido.
De todos os desvios da vida humana, o suicido é, talvez o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia.



Livro:  “O Consolador” – Francisco C. Xavier – Emmanuel - Os livros espíritas, como este vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira.

28 de jul de 2015

NOTÍCIAS DE CHICO XAVIER

São muitos os amigos que nos solicitam enviar notícias de Chico Xavier – interpelam-nos por carta, ou através de nossas atividades doutrinárias na companhia do médium, em suas andanças pelo Brasil e Exterior.
- Onde estará o espírito de Chico Xavier?
- O que Chico Xavier se encontrará fazendo no Mundo Espiritual?
- Em que cidade espiritual Chico Xavier fixou residência?
Perguntas semelhantes a estas são formuladas por muitos irmãos e irmãs de Ideal, não por mera curiosidade informativa, mas por carinho para com o grande Médium, que, na Vida de Além Túmulo, é reverenciado por todos nós, os desencarnados, na condição de mestre do espírito – um dos maiores que já pisou o chão da Terra!
Chico é um dos Ministros do Cristo, um dos poucos espíritos que tomam assento ao Seu lado – não importa se à direita, ou à esquerda, do Divino Amigo!
Todavia, como não haveria de ser, pois que tal não faz parte da natureza dos Espíritos Superiores, ele não se encontra na contemplação – trabalha ainda mais, dos Dois Lados da Vida, continuando no seu laborioso afã de iluminar os caminhos de encarnados e desencarnados.
O trabalho não cessa e é intenso, posto que grande parte da população desencarnada, ainda vinculada à evolução do orbe terrestre, revela a mesma necessidade de despertamento espiritual que os homens que mourejam no corpo carnal.
Vocês não fazem ideia do tamanho da ignorância que, igualmente, sobrevive à chamada “morte”! O Mundo Espiritual, ou melhor, o Planeta Espiritual, que forma um “cinturão” ao redor da Terra, se encontra, igualmente, em colapso!
Portanto, na condição de Médium e de Profeta, o nosso Chico Xavier, prossegue envidando esforços em todas as partes do mundo, em suas regiões consideradas materiais e noutras consideradas etéreas, procurando libertar consciências – tarefa árdua, que sempre acontece individualmente, e não coletivamente.
Chico, caso fosse fixar residência em alguma das múltiplas Moradas da Casa do Pai, certamente, muito haveria de se distanciar de nós – no entanto, ele assumiu compromisso com o Senhor de, incansavelmente, trabalhar pela espiritualização da Humanidade. (Estamos evitando empregar o termo “evangelização”, porque, temos certeza, o próprio Chico nos repreenderia por isto, afirmando que ele nada é para evangelizar a quem seja!)
De quando a quando, conforme, inclusive, já tivemos oportunidade de fazer referência na obra “Trabalhadores de Última Hora”, de nossa lavra, sabemos notícias dele se movimentando nas regiões inferiores do Plano Espiritual – nas que se situam mais proximamente a Terra, chegando, por vezes, a se estenderem às suas entranhas geográficas.
Desde muito, possuidor do “dom da ubiquidade”, Chico, no entanto, se faz sentir, através de seu pensamento, em quase toda parte onde se localizem seareiros com suficiente boa vontade e amor no coração – daí explicar-se o porquê de vários médiuns lhe registrarem a presença em muitos lugares ao mesmo tempo e lhe captarem a inspiração.
- Ele continua preocupado com os destinos da Doutrina Espírita? – indagou-nos uma senhora. E respondemos a ela agora: - Claro que continua, porém, preocupado com os destinos da Doutrina na sua feição Esclarecedora e Consoladora, na missão precípua que lhe cabe de reviver o Cristianismo!
Os Espíritos Superiores não são sectários – difundir o Espiritismo é difundir o Cristo, e não Kardec.
Enfim, aos que, porventura, se mostrem desejosos de uma resposta mais precisa, atualmente, o “quartel-general” de Chico Xavier nos arredores da Terra, não é a cidade de “Nosso Lar”, que ele visita com relativa frequência, mas sim a cidade de São Paulo no Espaço, da qual, igualmente, ele foi um dos fundadores.
(Aos espíritas uberabenses e pedroleopoldenses, embora o seu imenso carinho por Pedro Leopoldo e Uberaba, sinto informar que ele não “mora” em nenhuma das duas cidades!)

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de julho de 2015.

27 de jul de 2015

Essência das Rosas

Onde estão as rosas que cultivo do lado de cá?
Tenho um jardim particular e, como entre vós, falo com elas. Converso com elas. Troco amabilidades e doçuras. E elas respondem – como respondem...
Fico a imaginar o quanto se chocariam com o que elas dizem.
Pensam que estou a delirar ou a querer apenas impactar?
Não, coisíssima nenhuma. Falo profunda verdade.
As rosas aqui falam. Muitas até são bem eloquentes.
Elas transmitem o seu pensamento.
Lógico que são raízes do pensar, eflúvios de imaginação, mas se comunicam sim. Imprescindível que se tenha sensibilidade o suficiente para ouvi-las.
E a beleza delas?
Coisa mais linda não há.
O colorido das rosas, no lado de cá da vida, é bem diferente, bem mais cor, mais intensidade no nosso olhar.
A criação é perfeita e ainda nos reserva muitas surpresas. Que maravilhoso que assim seja para que possamos nos surpreender permanentemente com as obras do Senhor.
Vejo graça em tudo que elas representam. Admiro-as com todo o meu coração. Elas são a representação do nosso próprio Deus.
É como se Ele, na sua beleza infinita, nos proporcionasse nuanças de sua manifestação majestosa.
Um jardim de rosas no lado de cá é de entorpecer a alma de tamanha beleza. Não há quando algum que consiga reproduzir tamanha beleza. Não há.
Fico contente quando ao despertar, olho para o meu jardim e as vejo sorrir para mim.
Não, não é coisa de um velho em delírio. É verdade das maiores.
Elas sorriem como a me dizer: “Que bom que você despertou para nos admirar e novamente conversar conosco”.
Na obra da criação tudo merece atenção e carinho. Todos os seres viventes buscam a reciprocidade na relação.
Agradeço a Deus com uma prece. Genuflexo, oro e dirijo-me ao Senhor da Criação:
- Pai, Onipotente e Bom!
Que nos trouxesse a beleza inesgotável das rosas
Que exprimem inenarrável sutileza
Concede a Teus filhos compartilhar da excelsitude criação.
Permita a eles admirar a sensibilidade com que elas dançam para nós em perfeita harmonia.
Como elas expressam em seus movimentos a perfeição da natureza.
Que possam aprender com elas a movimentar em uníssono em direção a perfeição.
Movimentos suaves e constantes  a nos dizer que podemos fazem bem mais quando juntos estamos.
Permite que aprendamos a colher aquilo que de mais essencial existe em cada um de nós: o desabrochar do amor infinito.
Sim, como elas, permite que se exprima, de dentro para fora, o amor verdadeiro.
Como é belo o existir, mas que possamos neste movimento expressar a sua beleza eterna.
E assim tirar de dentro o perfume maior que representa a Sua presença em nós.
Este é o propósito maior das nossas vidas, extrair o perfume do amor que reside no âmago do nosso ser.
Eis o mistério e a razão de toda encarnação.
Paz,

Helder Camara
Pedacinho do Céu

Como o céu é enorme e belo. Há muitas flores por lá.
Flores de todos os tamanhos e cor.
Flores azuis e amarelas. Todas, porém, muito belas.
O céu é azul, cor de anil. Mas há mistérios a descobrir.
Vejo rosas também na criação divina que expõem a beleza do permanente existir. Elas exalam carinho na sua beleza singela.
O céu é feito de rosas, mas de espinhos também.
O céu é anil, mas guarda no seu bojo, lugar para o sombrio.
Vejo rosas igualmente onde nunca se imaginava ter.
Lá distante nos destinos incertos, onde a amargura predomina, estão perdidas, distantes,
imperceptíveis para muitos, mas lá estão elas a dizer:
- Mesmo no deserto de incertezas haverá sempre lugar para a esperança, pois Deus, único poderoso, não deserda a nenhum de seus filhos.
Coragem com a vida. Ela será de espinhos. No final, porém, creia muitíssimo, haverá rosas de beleza inigualável a coroar seu caminho de alegria e paz.


Helder Camara

26 de jul de 2015

LUZ NAS SOMBRAS

_ Somos hoje defrontados por grande tempestade magnética, e muitos caminheiros das regiões inferiores são arrebatados pelo furacão como folhas secas no vendaval.
_ E guardam consciência disso? – indagou Hilário, perplexo.
_ Raros deles. As criaturas que se mantêm assim desabrigadas, depois do túmulo, são aquelas que não se acomodam com o refugio moral de qualquer principio nobre. Trazem o íntimo turbilhonado e tenebroso, qual a própria tormenta, em razão dos pensamentos desgovernados e cruéis de que se nutrem. Odeiam e aniquilam, mordem e ferem. Alojá-los, de imediato, nos santuários de socorro aqui estabelecidos, será o mesmo que asilar tigres desarvorados entre fieis que oram num templo.
_ Mas conservam-se, interminavelmente, nesse terrível desajuste? – insistiu meu companheiro agoniado.
O orientador tentou sorrir e respondeu:
_ Isso não. Semelhante fase de inconsciência e desvario passa também como a tempestade, embora a crise por vezes, persevere por muitos anos. Batida pelo temporal das provações que lhe impõem a dor de fora para dentro, refunde-se a alma, pouco a pouco, tranqüilizando-se para abraçar, por fim, as responsabilidades que criou para si mesma.
_ Quer dizer, então – disse por minha vez -, que não basta a romagem de purgação do espírito depois da morte, nos lugares de treva e padecimento, para que os débitos da consciência sejam ressarcidos...
_ Perfeitamente – aclarou o amigo, atalhando-me a consideração reticenciosa –, o desespero vale por demência a que as almas se atiram nas explosões de incontinência e revolta. Não serve como pagamento nos tribunais divinos. Não é razoável que o devedor solucione com gritos e impropérios os compromissos que contraiu mobilizando a própria vontade. Alias, dos desmandos de ordem mental a que nos entregamos, desprevenidos, emergimos sempre mais infelizes, por mais endividados. Cessada a febre de loucura e rebelião, o Espírito culpado volve ao remorso e á penitência. Acalma-se como a terra que torna à serenidade e à paciência , depois de insultada pelo terremoto, não obstante amarfanhada e ferida. Então, como o solo que regressa ao serviço da plantação proveitosa, submete-se de novo à sementeira renovadora dos seus destinos.
Atormentada expectação baixava sobre nós, quando Hilário considerou:
_ Ah! Se as almas encarnadas pudessem morrer no corpo, alguns dias por ano, não à maneira do sono físico em que se refazem, mas com plena consciência da vida que as espera!...
_ Sim – ajuntou o orientador -, isso realmente modificaria a face moral do mundo; entretanto, a existência humana, por mais longa, é simples aprendizado em que o Espírito reclama benéficas restrições para restaurar o seu caminho. Usando nova máquina fisiológica entre os semelhantes, deve atender à renovação que lhe diz respeito e isso exige a centralização de suas forças mentais na experiência terrena a que transitoriamente se afeiçoa.


Livro de Estudo Espírita: Ação e Reação – Francisco C. Xavier – André Luiz - Os livros espíritas, como este vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira