23 de ago de 2016

ESTRANHO, NÃO?!

Vocês já reparam?!...
De nossos considerados companheiros de ideal espírita-cristão, creio, que, sinceramente, sem nenhuma exceção:
Os que mais estimam polemizar...
Os mais teóricos e que se julgam mais sabedores de Espiritismo...
Os que ocupam cargos de uma suposta liderança dentro do Movimento...
Os que, consciente ou inconscientemente, incentivam o elitismo...
Os mais ortodoxos...
Os que mais falam em “pureza doutrinária”...
Os que controlam as páginas da imprensa espírita e se consideram “donos” de jornais e revistas...
Os menos vinculados às obras assistenciais...
Os que menos se preocupam com a necessidade de reforma íntima...
Os que mais disputam no campo da mediunidade...
Os que mais bajulam...
Os que mais fazem política de bastidores...
Os que mais difamam os confrades...
Os que exigências fazem até mesmo para a realização de uma simples conferência...
Os que não querem falar em Centros Espíritas pequenos...
Os que se preocupam com currículo, inclusive com viagens realizadas ao Exterior...
Os que trocam uma amizade de longos anos pelo poder...
Os que menos se candidatam a serem médiuns passistas...
Os que menos visitas fazem aos doentes acamados...
Os que menos cultivam o hábito da oração...
Os que não sujam o carro de poeira na periferia...
Os que combatem a distribuição de sopa nos Centros...
Os que afirmam que Caridade é assistencialismo...
Os que são mais invejosos do esforço alheio...
Os que, com facilidade, rotulam aos outros de obsidiados...
Os que acusam os médiuns de mistificadores...
Os médiuns, em geral, que adoram aplausos e elogios...
Os que dirigem os Centros com autoritarismo...
Os que são pouco fraternos e solidários...
Os que apenas querem “receber” Mentores, e, consequentemente, nada querem com os espíritos sofredores...
Os excessivamente preocupados com dinheiro...
Os que não sabem se apresentar na tribuna com simplicidade...
Os que, ainda que veladamente, fazem insinuações maledicentes sobre o esforço alheio...
Os que não saem da Internet para difundir calúnias...
Enfim, os que, de maneira sistemática, criticam a tese de que Chico Xavier tenha sido a reencarnação de Allan Kardec, não hesitando, para tanto, em atacar o moral de seus irmãos de fé espírita...
Vocês já reparam?!...
Estranho, não?!...
Prestem atenção: todos esses não são dos mais empenhados seguidores das LIÇÕES DE VIDA DO MÉDIUM CHICO XAVIER?...
São os que menos falam em suas Obras psicografadas...
São os que menos o citam em palestras...
São os que quase nunca procuraram estar, pessoalmente, com ele...
São eles também que, inclusive, menos falam em Jesus Cristo!...
Vocês já reparam?!...
Estranho, não?!...
Muito estranho!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 22 de agosto de 2016.

22 de ago de 2016

Espírito Público

O fogo das paixões nos traz, muitas vezes, a caminhos enviesados. Caminhos tortos, sem algo a nos dar de positivo e belo. Mesmo assim haveremos de aprender algo e, mais tarde, nos será útil para alguma coisa.
Na política, como em tudo na vida, fazemos escolhas. O caminho democrático é feito dessa maneira, por intermédio das escolhas. Se as escolhas foram bem-sucedidas ou não somente o tempo irá nos responder.
O fato é que apostamos em alguém ou em alguma proposta. Parece que aquilo nos acomoda bem na alma. É o que pensamos ou, ao menos, é que possui uma lógica. Quando não é o próprio candidato que nos impressiona os sentidos e o intelecto.
Uma campanha política é sempre assim. Acendem-se os faróis da esperança do povo. Ele quer mudanças, se as coisas não vão bem. Ele quer continuidade, se o governante faz o que promete. Ele quer, na verdade, é uma boa vida, nada mais.
Na hora do voto, a razão, muitas vezes, some e, no seu lugar, acorda a paixão e a esperança. É de a índole do ser humano querer o melhor para si e para os seus. É de sua têmpera querer acreditar que tudo pode mudar para melhor.
Ocorrem, porém, duas possibilidades muito claras depois do voto e em sendo eleito seu candidato em qualquer nível. Ou ele cumpre com seus compromissos e o eleitor se sente feliz pela coerência do candidato e pela aposta correta; ou o eleito se distrai e faz tudo ao contrário que prometeu ou simplesmente nada faz. Uma ou outra a possibilidade de destino do seu voto.
No meu tempo, como hoje, acontece um mal terrível nas democracias que ainda beiram a infância da política. Passada a eleição, o candidato se elege e o eleitor simplesmente ignora aquele que depositou seu voto de confiança. Aliás, abandona a prática política. Acredita que as coisas se resolverão por si mesmas e que basta eleger alguém competente para que o discurso saia do papel e ganhe as ruas. Não é bem assim na prática.
A democracia verdadeira é vivida todos os dias. Todos os dias devemos exercer o nosso direito de cidadão e, portanto, responsável pelo seu destino.
Figuras antigas da política renascem hoje com um compromisso maior: aumentar o grau de educação política do povo.
Eles fizeram de um tudo para se locupletarem com o voto alheio sem sequer prestar qualquer benefício para quem o elegeu. Batem hoje à porta da imortalidade para consertar seus erros do passado.
Ora, se os políticos erram é porque, em grande parte, são estimulados para isso pela claque que vira as costas para ele. Não justifica o mal feito, mas se não houver a devida cobrança, o próprio sistema carcomido pelo desprezo à vontade popular faz por onde o candidato, esquecer seu eleitorado.
Na próxima eleição municipal, aquela de base local, pense estrategicamente no seu voto. É do pequeno lugarejo, onde maioria se conhece, que se tece, pouco a pouco, a macro política. Portanto, fazer uma boa escolha, já que o candidato está perto de você, é um bom começo para se libertar das armadilhas da acomodação e do descaso com a própria democracia.
Seu voto continua sendo a melhor arma de mudança, principalmente se você se dedicar com mais afinco e responsabilidade com o que é público. No final, o que deve prevalecer na sua escolha - e em você mesmo - é o grau de espírito público que moverá mentes e corações a construírem uma cidade melhor e, com isso, colaborar com a melhoria do estado, país e do planeta.
Um abraço,

Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal

Pódio da Vida

O espírito olímpico está no ar. Que maravilha ver o mundo inteiro grudado à televisão para acompanhar a disputa de jogos entre irmãos. Não com o caráter de sobrepor uns aos outros, porque este não é o espírito olímpico, mas para confraternizar-se e celebrar a paz mundial por intermédio dos esportes.
Quanto fico alegre ao passear pelas ruas do meu Rio de Janeiro e ver a explosão da alegria no rosto da minha gente. É uma festa bonita, uma festa de irmãos sem fronteiras. Delegações e mais delegações se juntam num mesmo lugar e se acreditam ser um só povo, uma só gente. E realmente são. É este o brilho de uma Olimpíada.
Não podemos nos esquecer, é claro, dos deuses do Olimpo em forma de atletas, de magníficos atletas.
Tem aquele que corre como uma flecha. E o povo maravilhado entra nas pistas com ele.
Que falar do deus das águas, aquele americano que parece ter nascido nas águas tamanha a sua intimidade e fluidez dentro dela.
E aquela bela menina de olhos puxados e sorriso largo. Bailava no ar como se não houvesse mais a lei da gravidade. Que espetáculo para os nossos olhos vê-la saltar.
Como ela, tantos e tantos outros atletas espetaculares. Cada um com a sua própria história de superação e coragem.
Brilhantes!
Nós brasileiros, naturalmente, torcemos pelos nossos heróis, mas sabíamos que ali, no palco da disputa, talentos não faltavam para competir conosco, pois todos, sem exceção, desejam o mesmo objetivo: vencer, ganhar a tão sonhada medalha de ouro.
Ouro, prata ou bronze representam a consequência natural do embate daquele momento, porque, na verdade, todos que estavam competindo já eram heróis por natureza.
Parabenizo a todos pelo grande esforço de produzir esta belíssima festa e mais ainda aos atletas para inspirarem novos atletas a terem um sonho na vida e, com disciplina e muito esforço, tentarem chegar lá.
O mais importante, meus queridos irmãos, é estar bem alto no pódio da vida. E isto acontece da mesma maneira, com coragem e superação. É o esporte imitando a vida e a vida imitando o esporte.
Que os deuses abençoem a todos nesta festa do esporte, mas sobretudo, nesta festa mundial da paz e da boa vontade.
Abraços,

Helder Camara – Blog Novas Utopias

21 de ago de 2016

Medicamento

    O medicamento resolve o problema da saúde por algum tempo, todavia a salutar terapêutica da prece e da irrestrita confiança em Deus preservará o equilíbrio da mente e da alma, do corpo, portanto, para sempre, mesmo nas circunstâncias mais adversas.


Joanna de Ângelis

20 de ago de 2016

MENSAGEIRO DO BEM

Mensageiro do Bem, não que descansa,
Se o mar da própria vida se encapela,
Singra as águas da indômita procela,
À procura do Porto da Bonança.

Alteia a luz da fé por sentinela
Na escura tempestade que te alcança,
Que o Excelso Timoneiro da Esperança
Ao leme de teu barco se desvela.

Não te amedronte o estrondo da tormenta,
Na estranha força que se movimenta,
A fim de soçobrar-te, ante o perigo...

Um dia, além da rota que te espera,
Lá onde é sempre Eterna Primavera,
Descansarás em remansoso abrigo!...

Eurícledes Formiga _ Blog Espiritismo em Prosa e Verso

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do “Grupo Espírita da Prece”, na noite de 18 de março de 1989, em Uberaba – MG).

19 de ago de 2016

MÉDIUNS E MEDIUNIDADE

NA AÇÃO DA CARIDADE A MEDIUNIDADE SE AGIGANTA

          Também não tem a mediunidade a função de descobrir tesouros ocultos, heranças, pessoas desaparecidas.
          Afirmou Kardec com estas palavras: A função da mediunidade é promover o progresso da humanidade. Mas não é porque ele o disse, é porque os Espíritos superiores assim elucidaram. A mediunidade tem uma função muito mais nobre do que encontrar a pedra de brilhante que se perdeu e a gente quer achá-la.
          Pode ocorrer que Espíritos ociosos e brincalhões digam, mas será sempre através de um fenômeno frívolo e fútil de uma mediunidade que está em mãos boas e más, correndo o perigo de permanecer nas negativas.
          Dessa forma, cabe ao médium aplicar-se à consciência da finalidade da tarefa, dedicando-se à lei mais alta da criação, que é a Lei do Amor personificada na Caridade.
          Toda moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes, contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, Ele aponta essas virtudes, como sendo as que conduzem à eterna felicidade. (Fonte para estudo: O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XV)
          A sua ação de caridade é efeito natural de sua moralização. Só as pessoas moralizadas praticam a caridade. As pessoas não moralizadas têm crises de filantropia, têm explosões de generosidade, têm momentos de altruísmo, mas não têm a ação da caridade, pois que essa exige abnegação, renúncia, devotamento, compaixão, sentimento solidário, mas só quem tem controle moral sobre imperfeições é que pode reunir essas qualidades morais. Daí a moralização precede à ação da caridade, fazendo com que os Espíritos bons passem a amar aquele instrumento que é dúctil e maleável às boas tendências.
          O médium que se dedica ao exercício da caridade, realiza mister relevante. Não é necessário salvar o mundo, basta salvar-se a si mesmo e salvar a pessoa mais próxima que está perto dele, uma pessoa que está dentro de casa, porque há pessoas que querem salvar a humanidade inteira e são verdadeiros tiranos dentro do lar, odiando a todos.
          Não exercem o primeiro dever, pois o próximo, é o ser que está mais perto de nós, dali partindo para a Humanidade.
          Quem não ama aos seus, aos outros jamais amará. Terá paixões, terá entusiasmo e decepções. Depois a frase é de Jesus: "Quem não ama a quem vê, como poderá amar a quem não vê? Se não vos amais a vós mesmos que vos vedes, como amareis a vosso Pai a quem não vedes." Pode haver maior força de lógica? (Fonte para estudo: O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XI)
          Daí, é necessário que o exercício da caridade paute a nossa vida, não só dos médiuns, mas de todas as criaturas, e do médium em particular, por ser ele alguém aquinhoado com recursos que a outrem falte.
           Todas as pessoas são médiuns, alguns com mais amplas possibilidades, como todo mundo normal tem inteligência, mas há uns que têm uma memória excelente. Há em quase todos nós a presença da mediunidade e em alguns, características mais acentuadas. Equivale dizer que se todos nós exercitarmos a mediunidade, aumentá-la-emos no seu grau de percepção.
          Há pessoas que não têm capacidade para escrever, mas fazendo exercícios, terminam, por automatismo, escrevendo. Há pessoas que não têm capacidade para cantar, educando a voz conseguem alguma harmonia. Assim também é a mediunidade; exercitando, a pessoa logra realizar o mister para o qual a mediunidade está presente.
          Mas na ação da caridade a mediunidade se agiganta. É lamentável ver que médiuns que começam com grande entusiasmo, emulados pelo ego, depois se desencantam até no exercício do passe. Isso não é bom. Apesar de suas dificuldades momentâneas ou pequenos distúrbios, não devem abandonar a tarefa. Devem esforçar-se para manterem-se em condições de aplicar o passe, pois quem é veículo do perfume, terminada a ação, fica perfumado.
          Há um modo muito cômodo entre os espíritas: pedirem para que nós oremos por eles. Jesus recomendou que o fizéssemos, mas desde que ele ore por si. "Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXV)
          A oração é um estado de comunhão com Deus e o médium acaba por viver esse estado de comunhão com Deus, através dos bons pensamentos, que são a melhor técnica de oração. Mas, como a oração é a arte de se abrir a Deus, a ação é o efeito da prece. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.
XXVII)


FONTE: Site Consciência Espírita por Divaldo Franco

18 de ago de 2016

TRANSGRESSÃO DA LEI

Questão 358 do Livro dos Espíritos

A amblose constitui um crime, por subtrair-se da lei de Deus. É querer desarranjar a ordem do universo, intenção pela qual a criatura responderá por suas conseqüências funestas.
O apelo que a espiritualidade faz aos homens é que reconsiderem sobre esse fato, que analisem antes de praticarem esse nefando ato de falta de amor, lembrando-se da vida que somente pertence ao Criador. Pretendemos que o aborto caia no esquecimento de todos os povos, e que, num futuro não muito longe, ele saia das cogitações humanas.
Uma mãe que aborta o filho por motivos banais, por não querer filhos, não pode ser chamada de mãe, um nome sinônimo de amor; e quem pratica esse crime não tem amor no coração. Estamos em um fim de ciclo de duras provas, onde somos testados por várias modalidades de provas, e sendo a humanidade influenciada por falanges e mais falanges de Espíritos inconscientes, que receberam a misericórdia de Deus para descer à Terra, aproveitando nela oportunidades maiores de aprendizado. Mas eles carregam no coração paixões que transbordam dos seus mal-educados sentimentos, extravasam o sexo de todas as maneiras, procurando nele a felicidade que ele não traz, e daí surgem as tempestades da consciência.
Seja a mãe, ou outra qualquer pessoa, que servir de instrumento para abortar uma criança, pratica um crime e, pior, essa premeditação vem da maldade, da inconsciência das leis. Nasce do egoísmo, principalmente da época que atravessamos. São pessoas mentindo a si mesmas, é o fantasma do desculpismo que pretende enganar a consciência, sob a alegação de que os tempos atuais não comportam mais do que um filho ou dois ou, às vezes, nenhum. Vida cara, escola difícil, falta de condições de moradia, não se encontra empregada, mulher e marido precisam trabalhar fora, e daí por diante. São as desculpas mais comuns.
E quando chegar a vez desses companheiros reencarnarem, quando essa necessidade levá-los a chorar, esperando por um novo nascimento? O que sentirão eles se, por sua vez, forem banidos do ventre materno? Que eles pensem e tornem a pensar, que meditem e tornem a meditar no porvir, que a sua consciência em Cristo lhes responderá em meio aos seus pensamentos.
Encontramos muitos que, no fundo, reconhecem a verdade da reencarnação mas negam essa lei para entrarem na desordem do crime do aborto, sabendo e fingindo não saber que responderão pelo que fizerem na vida e da vida. O pior engano é pretender enganar Deus.
O aborto é um crime de maior monta, é matar quem não tem meios de defender a própria vida, em um corpo que se encontra formação. O pior é que são muitos os inimigos que o assassino granjeia no mundo espiritual, no ato de abortar uma criança em gestação.
Existem, igualmente, muitos tipos de aborto em outras faixas da vida. Nós podemos abortar ideais alheios, ideais que podem vir a fazer muito bem a humanidade e que, com a nossa freqüente e insistente indiferença, praticamos um aborto, matando idéias antes de nascerem.
Ajudemos a vida! Alimentemos bons pensamentos no auto-aperfeiçoamento, ajudando os outros a fortificarem as suas idéias de caridade e amor. É nisto que consiste em amar Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Não devemos, também, abortar os nossos sentimentos do bem porque ouvimos falar das pessoas que fracassaram com os ideais de fraternidade. Se necessário, sem que o procuremos, entreguemos a vida, para que o amor se espalhe por toda a parte, fazendo morada em todos os corações.
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