28 de jun de 2016

237 –Existe diferença entre doutrinar e evangelizar?
-Há grande diversidade entre ambas as tarefas. Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual dos postulados do Espiritismo; para evangelizar é necessária a luz do amor no íntimo. Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento, na segunda, é preciso vibrar e sentir com o Cristo. Por estes motivos, o doutrinador, muitas vezes não e senão o canal dos ensinamentos, mas os sinceros evangelizados serão sempre o reservatório da verdade, habilitado a servir às necessidades de outrem, sem privar-se da fortuna espiritual de si mesmo.
238 –Para acelerar o esforço de iluminação, a Humanidade necessitará de determinadas inovações religiosas?
-Toda inovação é indispensável, mesmo porque a lição do Senhor ainda não foi compreendida. A cristianização das almas humanas ainda não foi além da primeira etapa.
Alguns séculos antes de Jesus, o plano espiritual, pela boca dos profetas e dos filósofos, exortava o homem do mundo ao conhecimento de si mesmo. O Evangelho é a luz interior dessa edificação. Ora, somente agora a criatura terrestre prepara-se para o conhecimento próprio através da dor; portanto, a evangelização da alma coletiva, para a nova era de concórdia e de fraternidade, somente poderá efetuar-se, de modo geral, no terceiro milênio.
É certo que o planeta já possui as suas expressões isoladas de legítimo evangelismo, raras na verdade, mas consoladora e luminosas. Essas expressões, porém, são obrigadas às mais altas realizações de renúncia em face da ignorância e da iniqüidade do mundo. Esses apóstolos desconhecidos são aquele “sal da Terra” e o seu esforço divino será respeitado pelas gerações vindouras, como os símbolos vivos da iluminação espiritual com Jesus-Cristo, bem-aventurados de seu Reino, no qual souberam perseverar até o fim.


Livro: “O Consolador” – Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos livros espíritas como este, vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira.

27 de jun de 2016

PROVA CONCRETA DA REENCARNAÇÃO

(A reencarnação anunciada de Allan Kardec como Chico Xavier)

A questão que, para alguns poucos, é controvertida, da anunciada reencarnação de Allan Kardec, trata-se, em verdade, de singular e concreta prova da Multiplicidade das Existências.
Enquanto pesquisadores sérios vivem, no mundo todo, coletando dados que atestem a realidade das Vidas Sucessivas, publicando, por vezes, volumosas monografias a respeito, os adeptos do Espiritismo foram agraciados pelo anúncio de que o Codificador, desencarnado a 31 de março de 1869, voltaria a Terra, em novo corpo, com a finalidade de dar complemento à Obra que iniciara.
O Professor Rivail que, através de segura informação espiritual, soubera de uma sua existência passada entre os druidas, nas Gálias, na tarefa que lhe coube de concorrer para a restauração do Cristianismo, recebeu de diversos Espíritos, e entre eles do Espírito Verdade, a revelação de que o seu regresso ao corpo já estava programada.
Não fosse Chico Xavier, apenas sob uma perspectiva moral e espiritual, pelo extraordinário conteúdo de sua Obra psicográfica, o legítimo continuador de Allan Kardec, no inegável desdobramento do chamado “Pentateuco”, por fatos históricos inequívocos, inclusive matemáticos, de absoluta precisão, a reencarnação do Codificador como Chico Xavier, o extraordinário medianeiro, fornece-nos uma prova cabal da tese reencarnacionista, que, sem dúvida, filosófica e cientificamente, constitui-se no cerne do Espiritismo.
As evidências são irrefutáveis:
- Allan Kardec previu o seu retorno ao corpo para o final do século XIX ou para o início do século XX. Chico Xavier nasceu no dia 10 de abril de 1910, no alvorecer do século XX.
- Entre a desencarnação de Allan Kardec e o nascimento de Chico Xavier, temos quase exatos quatro décadas – 1869-1910. Chico Xavier afirmava que, no Mundo Espiritual, ele se preparara durante quarenta anos para cumprir com a sua tarefa de Médium.
- Os Espíritos disseram a Allan Kardec que, em sua volta, ser-lhe-ia dado trabalhar desde cedo. Chico Xavier, oficialmente, começou a psicografar com 17 de idade, sendo, porém, que a sua “primeira psicografia” aconteceu, em sala de aula, quando contava com 12 de idade, cursando o 4º ano primário no Grupo Escolar “São José”, em Pedro Leopoldo.
- Acrescentaram os Espíritos que, quando voltasse a Terra, em novo corpo, o Codificador teria a “satisfação de ver em plena frutificação a semente” que ele espalhara. Chico Xavier, de fato, deparou-se, no Brasil, com a Doutrina em florescência, inclusive, com a “Federação Espírita Brasileira”, fundada em 1884, e com o Espiritismo já contando com vários vultos de escol, entre os quais o Dr. Bezerra de Menezes, desencarnado em 1900.
Allan Kardec, fazendo, no Espiritismo, tremular a bandeira de Reencarnação, terminou por ser, ele mesmo, ao longo da história de toda Humanidade, uma de suas provas mais concretas, comparável somente à reencarnação de Elias em João Batista, atestada pelas tácitas palavras do Cristo.
Curiosamente, nenhum Evangelista trata os assuntos da Reencarnação (diálogo com Nicodemos) e do Advento do Consolador, que é o Espiritismo, com a propriedade com que eles são tratados no Evangelho de João, o “discípulo amado”, que foi uma das muitas vidas de Allan Kardec.
Pode-se ainda acrescentar aos estudiosos do fenômeno, o fato de Allan Kardec – o Professor Rivail – ter sido francês, nascido na cidade de Lion, e o prenome “Francisco”, de Francisco Cândido Xavier, significar, literalmente, “pequeno francês”. Allan Kardec era de “altura meã”, quanto Chico Xavier – em torno de 1,65 m.
Kardec, com 65 anos de idade, desencarna pelo rompimento de um aneurisma na aorta. Chico Xavier, praticamente com a mesma idade, começa a sofrer de angina pectoris, que lhe provocava constantes dores no tórax.
Embora muitos leitores dessas nossas publicações no Blog possam considerar recorrente o assunto da reencarnação Allan Kardec/Chico Xavier, nós pensamos que as reflexões em torno de tema tão importante estejam ainda muito longe de serem esgotadas, e sempre que oportuno quanto agora a elas haveremos de retornar.


INÁCIO FERREIRA

26 de jun de 2016

GUARDEMOS O ENSINO

    "Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos." - Jesus. (LUCAS, 9:44.)
    Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam a lição nos ouvidos.
    Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem palpitar no livro do coração.
    Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.
    Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo. Dobram joelhos, repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em esfera distante do serviço justo.
    A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.
    São alunos que procuram subverter a ordem escolar.
    Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não podem cumprir.
    Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.
    E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.
    Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a dor vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.
    Não poucos se revoltam, desencantados ...
    Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.
    "Ponde minhas palavras em vossos ouvidos", disse Jesus.
    O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o Divino Mestre transmitido alguma lição, ao acaso?


Livro: Vinha de Luz – Francisco C Xavier - Emmanuel - Todos os livros espíritas, como este vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira.

25 de jun de 2016

QUANDO TE SINTAS TRISTE

Quando te sintas triste, deprimido,
Sem ânimo na estrada que permeias,
Tangenciando o abismo que receias,
Prossegue firme, a passo decidido.

Embora ao peito o coração ferido,
Sorvendo o fel de ingratidões alheias,
Sob o guante das dores que faceias,
Nunca te dês na luta por vencido.

Por entre espinhos semeando flores,
Segue fazendo o Bem por onde fores,
Sem reclamar da prova que te expia...

À procura da paz que te convém,
Não te esqueças de que somente o Bem,
Transfigura a tristeza em alegria!...

Eurícledes Formiga

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 15 de junho de 2016, em Uberaba – MG).

24 de jun de 2016

Imaginem num baile funk...

(...)
Penetramos o recinto, servido de amplas janelas e abundantemente iluminado.
O ambiente sufocava. Desagradáveis emanações faziam cada vez mais espessas, à maneira que avançávamos.
No salão principal do edifício, onde abundavam extravagantes adornos, algumas dezenas de pares dançavam, tendo as mentes absorvidas nas baixas vibrações que a atmosfera vigorosamente insuflava.
Indefinível e dilacerante impressão dominou-me o ser. Não provinha da estranheza que a indiferença dos cavalheiros e a leviandade das mulheres me provocavam; o que me enchia de assombro era o quadro que eles não viam. A multidão de entidades conturbadas e viciosas que aí se movia era enorme. Os dançarinos não bailavam sós, mas, inconscientemente, correspondiam, no ritmo açodado da música inferior, a ridículos gestos dos companheiros irresponsáveis que lhes eram invisíveis. Atitudes simiescas surdiam aqui e ali, e, de quando em quando, gritos histéricos feriam o ar.
Calderaro não se deteve, Mostrava-se habituado à cena; mas, não conseguindo sofrear a estupefação que se assenhoreara de mim, solicitei-lhe uma intermitência, perguntando:
- Meu amigo, que vemos? Criaturas alegres cercadas de seres tão inconscientes e perversos? Pois será crime dançar? Buscar alegria constituirá falta grave?
O orientador escutou pacientemente as indagações ingênuas que me escapavam dos lábios, ditadas pelo espanto que me assomara repentinamente, e esclareceu:
_Que perguntas, André? O ato de dançar pode ser tão santificado como o ato de orar, pois a alegria legítima é sublime herança de Deus. Aqui, porém, o quadro é diverso. O bailado e o prazer nesta casa significam declarado retorno aos estados primitivos do ser, com iniludíveis agravantes de viciação dos sentidos. Observamos, neste recinto, homens e mulheres dotados de alto raciocínio, mas assumindo atitudes de que muitos símios talvez se pejassem. Todavia, esteja longe de nós qualquer recriminação: lastimemo-los simplesmente. São trânsfugas sociais, rebeldes à disciplina instituída pelos Desígnios Superiores para os seus trilhos terrestres. Muitos deles são profundamente infelizes, precisando de nossa ajuda e compaixão. Procuram afogar no vinho ou nos prazeres certas noções de responsabilidade que não logram esquecer. Fracos perante a luta, mas dignos de piedade pelos remorsos e atribulações que os devoram, merecem ser amparados fraternalmente.
E, passando os olhos de relance pela multidão de espíritos perturbadores que ali se davam ao vampirismo e ao sarcasmo, obtemperou:
- Quanto a estes infortunados, que fazer se não recomendá-los ao Divino Poder? Tentam igualmente a fuga impossível de si mesmos. Alucinados, apenas adiam o terrível minuto de auto-reconhecimento, que chega sempre, quando menos esperam, através dos mil processos da dor, esgotados os recursos do amor divino, que o Supremo Pai nos oferece a todos. A mente deles também está apegada aos instintos primitivos, e, frágeis e hesitantes, receiam a responsabilidade do trabalho da regeneração.(...)

Trecho do livro: ”No Mundo Maior” – Francisco C. Xavier – Emmanuel - Todos os livros espíritas como este, vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira.

23 de jun de 2016

Questão 351 do Livro dos Espíritos

NO INTERVALO

No intervalo entre a concepção e o nascimento da criança, o Espírito entra em um estado de sono, como se verdadeiramente estivesse dormindo. É o Espírito recebendo influência da matéria e doando a ela a força para a renovação da vitalidade de que a matéria é portadora.
Em nada na vida podemos generalizar; os roteiros do Espírito são traçados de acordo com a sua evolução espiritual. O Espírito de alta capacidade espiritual não perde a consciência no intervalo entre a concepção e o nascimento, nem perde tempo. Ele trabalha quase como se estivesse livre da matéria. Sabemos que Maria de Nazaré e Francisco de Assis, dois astros de luz, no intervalo entre a concepção e o renascimento, continuaram trabalhando em favor da humanidade e não foram atingidos pelo sono, devido a seus níveis de evolução. Isso é uma amostra para as futuras reencarnações.
O Espírito mediano, porém, passa por um período de perturbação e dorme o sono da esperança, enquanto o Espírito abaixo do mediano fica totalmente inconsciente do seu estado, e somente vai ganhando a consciência quando desencarna. Mesmo assim, em muitos casos, essa recuperação é lenta, pois a natureza a nada violenta. É nesse sentido que estamos trabalhando com Jesus Cristo, para que o Espíritos avancem na escala a qual pertencem e passem a acordar em todas as direções da vida, sem perderem a consciência do seu estado. Eis porque a ignorância deve desaparecer, para que o trabalho aumente em favor dos que sofrem nas sombras. As obras básicas da Doutrina Espírita devem ser sempre lidas e estudadas, para que se tenha uma noção da vida que se deve levar, santificando sempre os pensamentos, palavras e obras, com base no amor.
O Espírito, no intervalo da concepção ao nascimento, ainda não está reencarnado, apenas ligado por laços ainda frágeis. O toque de maior segurança é dado no momento do nascimento, prosseguindo até aos vinte e um anos de idade. Em raros casos, antes desta idade, o Espírito já se encontra adulto, com todas as suas possibilidades de independência, respondendo por ele mesmo ante a sua consciência e a Deus, pelas promessas feitas no mundo espiritual.
Nada fica sem a proteção de Deus, nosso Pai de amor. Em todos os intervalos em que a alma sonha, as mãos do Divino Mestre operam em seqüência permanente para o restabelecimento da individualidade da alma, para que algum dia ela possa se libertar e conhecer a verdade.
Ao reencarnado, quando adulto, a natureza consciencial vai mostrando, na cadência da sua evolução, algo de que era no passado, de modo que o Espírito possa trabalhar nele mesmo, na iluminação dos seus sentimentos.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez – Todos os livros espíritas como este, vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira.

22 de jun de 2016

ILUMINAÇÃO III

236 –Como interpretar a ansiedade do proselitismo espírita, em matéria de fenomenologia, ante essa necessidade de iluminação?
-Os espiritistas sinceros devem compreender que os fenômenos acordam a alma, como o choque de energias externas que faz despertar uma pessoa adormecida; mas somente o esforço opera a edificação mora, legítima e definitiva.
É uma extravagância de conseqüências desagradáveis, atirar-se alguém à propaganda de uma idéia sem haver fortalecido a si mesmo na seiva de seus princípios enobrecedores. O espiritismo não constitui uma escola de leviandade. Identificado com a sua essência consoladora e divina, o homem não pode acovardar-se ante a intensidade das provações e das experiências. Grandes erros praticariam as entidades espirituais elevadas, se prometessem aos seus amigos do mundo uma vida fácil e sem cuidados, solucionando-lhes todos os problemas e entregando-lhes a chave de todos os estudos.
É egoísmo e insensatez provocar o plano invisível com os pequeninos caprichos pessoais.
Cada estudioso desenvolva a sua capacidade de trabalho e de iluminação e não guarde para outrem o que lhe compete fazer em seu próprio benefício.
O Espiritismo, sem Evangelho, pode alcançar as melhores expressões de nobreza, mas não passará de atividades destinadas a modificar-se ou desaparecer, como todos os elementos transitórios do mundo. E o espírita que não cogitou da sua iluminação com Jesus-Cristo, poder ser um cientista e um filósofo, com as mais elevadas aquisições intelectuais, mas estará sem leme e sem roteiro no instante da tempestade inevitável da provação e da experiência, porque só o sentimento divino da fé pode arrebatar o homem das preocupações inferiores da Terra para os caminhos supremos d os paramos espirituais.

Livro: “O Consolador” – Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos livros espíritas como este, vendidos em nossa loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Limeira.