25 de abr de 2015

VERSOS AO LIVRO



(Lembrando o 18 de Abril)

Procure ouvir o que lês
Com audição aguçada...
Quase todo livro diz
Que não sabes quase nada.
*
Folheando um livro a esmo,
Sem interesse e sem calma,
Não há quem consiga ver
Que um livro tem corpo e alma.
*
Raros sabem o Evangelho
De forma suficiente,
Para que possam vivê-lo
De maneira convincente.
*
Somente o livro é o amigo
Que, ao se nos mostrar assim,
Escutamos em silêncio
Falar do começo ao fim.
*
Livro espírita guardado
Em ostracismo profundo,
É uma luz que se sonega
Aos olhos cegos do mundo.

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 18 de abril de 2015, em Uberaba – MG).

24 de abr de 2015

VIDA APRENDIZADO



127 –O preceito do “corpo são, mentalidade sadia”, poderá ser observado tão-somente pelo hábito dos esportes e labores atléticos?
-No que se refere ao; “corpo são”, o atletismo tem papel importante e seria de ação das mais edificantes nos problemas da saúde física, se o homem na sua vaidade e egoísmo não houvesse viciado, também, a fonte da ginástica e do esporte, transformando-a em tablado de entronização da violência, do abastardamento moral da mocidade, iludida com a força bruta e enganada pelos imperativos da chamada eugenia ou pelas competições estranhas dos grupos sectários, desviando de suas nobres finalidades um dos grandes movimentos coletivos em favor da confraternização e da saúde.
Bastará essa observação para compreendermos que a “mentalidade sadia” somente constituirá uma realidade quando houver um perfeito equilíbrio entre os movimentos do mundo e as conquistas interiores da alma.

128 –A vida do irracional está revestida igualmente das características missionárias?
-A vida do animal não é propriamente missão, apresentando, porém, uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio, através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição, em longos e pacientes esforços, dos princípios sagrados da inteligência.

Da  obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

23 de abr de 2015

RESSENTIMENTOS

Questão 293 do Livro dos Espíritos

Os Espíritos inferiores conservam todos os ressentimentos gerados quando na Terra. Ao retornarem ao mundo dos Espíritos, levam para lá todas as suas inferioridades, desde quando não se purificaram.
Conforme o grau de ignorância do Espírito, o ódio que nasceu na Terra, entre duas criaturas ou mais, aumenta como Espírito livre, e se não encontraram os antagonistas, saem à procura deles para desforras e perseguições.
A necessidade que a Luz tem de pregar o Evangelho, no mundo, existe igualmente nos planos inferiores do mundo espiritual. É preciso fazer os Espíritos infelizes conhecerem o Evangelho, porque somente vivendo os ensinamentos de Jesus eles se libertarão dessas animosidades que somente trazem sofrimento.
Quando eles, entretanto, compreendem o tempo que perderam em ressentimentos desnecessários, abraçam-se, fazendo-se amigos do coração e muitos deles se dispõem a trabalhar juntos, porque a solução dos problemas está dentro deles próprios.
Os ressentimentos e o ódio prevalecem na Terra e é o que faz as criaturas sofrerem. É necessário mudar de vida, seguirmos os conselhos do Divino Mestre para amarmos os nossos inimigos e fazer o bem aos que nos perseguem e caluniam.
Fora desse ambiente, não teremos paz nos corações. Deus está sempre nos dando exemplos valorosos sobre o amor e o desprendimento. Vejamos o sol: ele não recolhe seus raios ao encontrar os verdugos da humanidade; a água não deixa de saciar a sede dos homens que semeiam a peste e a fome no mundo, e o ar sempre dá vida, sem escolher o beneficiário.
Sejamos como filhos de Deus, como o sol, a água e o ar: não escolhamos a quem ajudar, a quem ensinar com amor. Amemos a todos e a tudo, porque é Deus quem está nos usando para o bem de todos. Podemos asseverar que, copiando as leis naturais, os caminhos para a nossa libertação ficarão cada vez mais fáceis de serem trilhados, conduzindo-nos para a paz de Jesus.
Não guardemos ressentimentos e nem repudiemos companheiros que andam conosco a caminho; ajudemo-los no que estiver ao nosso alcance, afiançando-lhes que o bem é sempre luz, e que o mal nos leva para as trevas.
Se o homem odeia alguém na Terra, não deve deixar para depois da desencarnação a reconciliação. Não deve guardar inferioridade para sobrecarregar mais o seu fardo. A subida requer leveza de sentimentos. Procuremos reconciliar enquanto estamos com nosso adversário em caminho, mostrando a Jesus que compreendemos os seus ensinamentos. Todos os ressentimentos são espinhos, que somente ferem a quem os tem.
Amparemos a nós mesmos pela força do perdão e amemos em todas as direções que a vida nos pedir para andar. Deus ficará mais presente nos centros dos nossos sentimentos dirigindo-os em direção à paz verdadeira. Indaguemos a nós mesmos se temos algum ressentimento no fundo da consciência; pesquisemos a nossa própria vida e corrijamos o que não entra em sintonia com o amor; reformemos a nossa vida na vida do Cristo, e façamos com que Ele, o Mestre dos mestres, Se saliente em nosso coração e brilhe em nossa inteligência, como único Senhor capaz de nos oferecer os melhores conselhos.
Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia - Miramez

22 de abr de 2015

O SILÊNCIO DOS INTERNAUTAS



Em relação à matéria que fizemos publicar, na semana anterior, nas páginas deste Blog, compreendo, sim, o silêncio de alguns internautas.
Questão de livre arbítrio, que, evidentemente, respeito.
Preferiram não opinar claramente.
Optaram por evitar a polêmica.
Não quiseram levar adiante assunto tão delicado.
Contudo, no que se refere a livre arbítrio, claro que todos sabem – ou, pelo menos, os de mente mais lúcida – que eu também tenho meu.
Desencarnei, mas não morri.
E ainda estou longe de transcender a minha condição humana.
Sou uma pessoa fora do corpo, e, talvez, eu tenha me cansado de ficar em cima do muro...
Certa vez, quando ainda tentava me equilibrar sobre o frágil muro de taipa das opiniões contraditórias, extremamente exausto, clamei aos céus: - Senhor, eu estou cansado de ficar em cima do muro...  Naquele exato instante, tive a impressão de ouvir uma voz, que, ecoando do Infinito, chegou aos meus ouvidos: - Então, desce Inácio!...
E eu desci! – não sei se do lado que deveria descer, mas desci, e não pretendo mais subir, mesmo porque nunca tive vocação para equilibrista.
Por isto tudo, e muito mais, é que, aproveitando a fervura do caldeirão das ideias, desejo hoje tratar de outro assunto, envolvendo a delicada questão da Mediunidade – ou melhor, a delicada questão dos médiuns.
Ouço, vez e outra, ou leio, aqui e ali, o anúncio de que tal médium de psicografia estaria a receber as ditas “cartas familiares” sem necessidade alguma de qualquer entrevista prévia com os seus destinatários encarnados – sem nem uma conversinha sequer.
Trata-se de uma inverdade.
Desculpem se, involuntariamente, estou chutando a canela de alguém.
Dificilmente, com extrema raridade – e coloque você raridade nisto! –, um médium de psicografia consegue grafar uma mensagem convincente de um familiar desencarnado àquele outro que ainda esteja na Terra, sem, pelo menos, algumas informações básicas que lhe sirvam para estabelecer sintonia.
O médium que, hoje em dia, pode ser classificado de autenticamente mecânico, em todos os transes a que se submete, é mais raro do que honestidade de político...
Infelizmente, o que anda acontecendo com muitos médiuns que se entregam à chamada tarefa do “consolo”, é que, por si mesmos, ou, então, através de seus assessores, eles têm acesso às informações detalhadas que, na limitada compreensão deles, emprestariam autenticidade ao comunicado.
Alguns, segundo estou sabendo, antes da sessão de psicografia, a fim de colherem dados, inescrupulosamente, chegam a consultar a Internet...
Pasmem!
E tornem a pasmar mais ainda!
Ora, para que este tipo de fraude?! Tais “médiuns” estariam à procura de quê?! Fama?! Notoriedade?! Viagens de graça ao Exterior?! Hospedagens em hotéis elegantes e banquetes em restaurantes caros?!...
Vou lhes dizer uma coisa: o pensamento do espírito na cabeça do médium é igualzinho a transplante de órgãos – se não houver compatibilidade entre doador e receptor, não funciona!
E para encurtar a conversa, que, certamente, há de render muito, Mediunidade, tanto para quem seja médium quanto para quem não seja, é pegar ou largar!
Vejamos o que escreveu Paulo, em sua Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 14, versículo 22: “... a profecia não é para os incrédulos, e, sim, para os que crêem.”
No mais, tenho dito.
Quem quiser continuar expondo o Espiritismo, e a Mediunidade, ao ridículo, como se as pessoas fossem tolas, que continue e arque com as consequências.

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 20 de abril de 2015.

21 de abr de 2015

TRIO DA ESPERANÇA



Ah! coração fatigado,
Na aflição que te vigia,
Nunca te percas da fé;
Trabalha, espera, confia...

Por mais lutes, mais avanças
Em triste, espinhosa via...
Não esmoreças, contudo;
Trabalha, espera, confia...


Cada hora te parece
Nova dor que se anuncia...
Não te afundes em revolta;
Trabalha, espera, confia...


Já não sabes o tamanho
Da prova que te assedia;
Mesmo assim, prossegue à frente;
Trabalha, espera, confia...


Encontras, a cada passo,
Desprezo, descortesia...
Desculpa, servindo mais;
Trabalha, espera, confia...


Entre os seres mais amados,
Padeces desarmonia;
Não faltes à paciência;
Trabalha, espera, confia...


Sonhaste calma ventura
E sofres em demasia...
No entanto, aguarda o futuro;
Trabalha, espera, confia...


Não temas, nem desesperes,
Toda sombra é fugidia.
O sol brilha, a nuvem passa...
Trabalha, espera, confia...


Para a cura de ansiedade,
Angústia, melancolia,
Usa a receita de sempre:
Trabalha, espera, confia...


Cada manhã, Deus te fala,
Na bênção de novo dia:
- Se queres felicidade,
Trabalha, espera, confia...


Livro: Assembleia de Luz
Francisco C. Xavier - Casimiro Cunha

20 de abr de 2015

Participação de Todos



Outra vez mais quero vos falar do momento grave que passa o nosso País.
Vejo em todos os lugares incrível decepção. O povo acordou de uma letargia que parecia sem fim. O grito que se faz presente agora nas bocas da maioria da nossa gente tem um só brado: liberdade.
Liberdade para escolher de novo o seu representante maior.
Liberdade para ver a verdade prevalecer diante da mentira que se instalou.
Liberdade para escolher os seus próprios caminhos.
O governo que aí está fez o que fez porque o nosso povo, na sua índole, quer ver um Brasil melhor e as juras durante a eleição recente foi de continuidade deste projeto redencionista da maioria da nossa pátria. Confiou naquela pessoa que disse que era possível caminhar nesta direção, sem medo, porque o solo estava seguro, porque a estrada estava bem sinalizada, porque havia todas as condições possíveis para o progresso das ideias estabelecidas.
A mentira não pode fazer parte da política. A mentira corrói a confiança que é o sustentáculo de qualquer povo que elege a democracia como parâmetro de condução de seus destinos.
O povo se revoltou porque imaginava que estava entregando o seu futuro em boas mãos e quando menos esperava foi-lhe traído por uma série de medidas que antagonizava o que havia sido garantido no processo eleitoral.
Aqueles que me veem expressar estas palavras poderiam imediatamente afirmar: quando é que os espíritos, aqueles que morreram, devem interferir no destino dos humanos na carne?
Digo-vos que se assim me expresso é porque possuo autorização maior. Nada escreveria que não tivesse o aval de tutores espirituais experientes e comprometidos com a verdade. Em segundo lugar, o que expresso não é nada mais do que aquilo que é de domínio público.
Reafirmo que não estamos numa brigada partidária. Isto jamais. O que defendemos é a verdade. O que defendemos é o bem coletivo. O que defendemos é a paz social.
O estado que se encontra o Brasil é de paralisia. A economia em queda, o povo rebelde, a política em cheque.
Este estado de preocupação que nos encontramos faz com que saiamos da nossa condição de expectador – que na realidade jamais tivemos – para sermos mais atuantes e ajudar a resolver, no que for possível, os problemas instalados.
As hipóteses de mudança já as comentei em texto passado. O que observamos é que se pode, a curto prazo, se instalar um clima de desarmonia social. Vemos manifestações que se agigantam. A periferia das cidades está em ebulição. A descrença nos políticos chegou a patamares alarmantes. As pesquisas de opinião demonstram que há, por parte da maioria do povo, um desgosto com a política e com a democracia. Isto é grave, senhores, muito grave.
Aproveitadores de toda ordem estão a espreita para dar o bote. Tais aproveitadores, sim, são perigosos, porque agem não apenas por vontade própria, mas são delegados de forças sombrias e interessadas no caos. Por isso, não podemos – ou melhor – não devemos cruzar os braços.
Lutamos para que tudo melhore, que tudo se reorganize. Se possível com os que estão instalados no poder, promovendo mudanças profundas em todos os setores. Se não, que construamos uma saída negociada e o menos traumática possível. O que interessa é o restabelecimento do bem-estar social, político e econômico.
Do jeito que está não interessa aos homens e mulheres da República que desejam efetivamente a melhora deste País.
Somos favoráveis ao entendimento.
Somos defensores da concórdia e da união.
Somos árbitros do bem e da justiça.
Não cruzar os braços significa por encontrar alternativas de solução e não ficar esperando tudo se resolver sem opinar ou participar.
Omissão, jamais.
Participação, cada vez mais.
Sejamos autores de outra realidade. Renovemos juntos a esperança do nosso povo que deseja, tão somente, ter instituições sólidas e que representem os anseios da maioria.
Justiça seja feita, mas os jovens é que serão os protagonistas das mudanças, como sempre foi a postura deles ao longo de todas as gerações.
Renovemos pelo exemplo.
Modifiquemos o status quo a começar por cada um de nós.
E numa crescente, façamos deste País, como tantos querem e se comprometeram, “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”.
Com paz e em Cristo!
Joaquim Nabuco

19 de abr de 2015



ALIMENTO VERBAL
"Mas a sabedoria que vem do Alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos..." (Tiago, 3;17)
A inspiração do Alto nasce na fonte dos sentimentos puros, busca a edificação da paz através do equilíbrio e da afabilidade para com todos, manifesta-se no veículo da compreensão fraternal exprimindo misericórdia, e produz bons frutos onde esteja.
Não te enganes com discursos preciosos, muita vez desprovidos de qualquer sinal construtivo.
É possível não consigas identificar, de pronto, as intenções de quem fala; entretanto, podes observar os resultados positivos da ação de cada conversador.
E, pelos frutos que pendem na árvore da vida de cada um, sabes perfeitamente a escolha que te convém.
Livro: Palavras de Vida Eterna – Francisco C. Xavier - Emmanuel