19 de fev de 2018

O QUE ENSINAM OS ESPÍRITOS SUPERIORES SOBRE OS CHAMADOS ROMANCES?


Na Revista Espírita de dezembro de 1865 no artigo sobre os Romances Espíritas diz: Quem diz romance, diz obra de imaginação. A própria essência do romance é representar um assunto fictício.
A Doutrina Espírita não é secreta como a da maçonaria. Não tem mistérios para ninguém e se mostra à luz da publicidade. Não é mística nem abstrata nem ambígua, MAS CLARA E AO ALCANCE DE TODOS; NADA TENDO DE ALEGÓRICO, NÃO PODE DAR LUGAR A EQUÍVOCOS E NEM A INTERPRETAÇÕES FALSAS; diz claramente o que admite e o que não admite.
Para isto é, pois, necessário ser espírita crente e fervoroso? Absolutamente não. BASTA SE VERÍDICO, e não se pode sê-lo sem conhecimento de causa.
No mundo invisível, como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros; tal Espírito é apto a ditar uma boa comunicação isolada; a dar um excelente conselho privado, mas é incapaz de produzir um trabalho de conjunto completo que suporte exame (Exame das comunicações mediúnicas que nos enviam - Revista Espírita de maio de 1863).
Aquele, pois, que não a conhece, ou que se engana quanto às suas tendências, é porque não se quer dar ao trabalho de conhecê-la.
BONS ESTUDOS A TODOS!

17 de fev de 2018

ESTRADEIRO


Estradeiro, prossegue em teu caminho,
Leva adiante essa cruz que tens aos braços,
De pés sangrando sobre os próprios passos,
Varando em torno o escuro torvelinho...

Avança mesmo à míngua de carinho,
Desfigurado em teus humanos traços,
Na carência de afetos tão escassos
Em meio à multidão, sempre sozinho...

Lentamente, caminha sem detença,
Por sob a luta que se mostra intensa
Sem da luta pensar em desertar...

Na Terra em que te fazes estrangeiro,
Ao findar teu exílio de estradeiro,
Hás de voltar à paz do Grande Lar!...

Eurícledes Formiga
 (Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 10 de fevereiro de 2018, em Uberaba – MG).

16 de fev de 2018

OBSESSÕES


    Toda fixação indevida nos processos mentais e emocionais em torno de pessoas, fatos e coisas converte-se em estado perturbador do comportamento, empurrando o indivíduo para os transtornos de ordem neurótica assim como psicótica.
    Esses procedimentos podem preceder à existência atual, como surgir durante a vilegiatura do momento, decorrem das ambições desmedidas, dos desregramentos comportamentais, dos anseios exagerados que afetam o metabolismo cerebral, propiciando a produção descompensada de enzimas que afetam a harmonia do sistema nervoso em geral e do comportamento em particular.
    À medida que constituem imperativo dominador, tornam-se obsessões que passam a inquietar o indivíduo, levando-o a estados mais graves na área da saúde mental. Surgem, então, as obsessões compulsivas, os estados de fragmentação da personalidade a um passo da degeneração do comportamento.
    Outras vezes, tratam-se de fenômenos que procedem de outras existências, nas quais o Espírito malogrou, sendo objeto de conflitos profundos ou de circunstâncias agressivas que lhe danificaram os equipamentos perispirituais, ora modeladores das ocorrências doentias.
    Paralelamente, em razão de condutas extravagantes, no campo da ética e da moral, das ações mentais e comportamentais, aqueles que se lhes fizeram vítimas, embora vivendo em outra dimensão, na Esfera espiritual, sintonizam com o responsável pela sua desdita e dão curso a perseguições, ora sutis, ora violentas, no campo psíquico, e se instalam outros tipos de obsessão, essas portanto, de origem espiritual, face a presença de faculdades mediúnicas no paciente, que passa a sofrer constrangimentos mais diversos, até derrapar nos abismos da alucinação, do exotismo, das alienações mentais.
    Ninguém foge da própria consciência, que é o campo de batalha onde se travam as lutas da reabilitação ou os enfrentamentos da regularização de atitudes malsãs.
    Por isso, ainda são o controle mental e a educação do pensamento, que podem representar a eficiente terapia de prevenção de distúrbios, como a curadora para os processos de ordem espiritual, desde que alterando a faixa vibratória por onde transitam as idéias, se superiores, eleva-se, ficando indene à sintonia com os seres atrasados, e, se negativas, passando a freqüentar os níveis onde se encontram e se digladiam as energias e sentimentos em constante litígio, vinculando-se a essas emissões deletérias, que terminam por afetar o organismo físico e os complexos mecanismos mentais, responsáveis pelo conjunto produtor da saúde.
    As obsessões, que resultam de traumas psicológicos, de conflitos de profundidade, de insuficiência de enzimas neuronais específicas, surgem também da interferência das mentes dos seres desencarnados, interagindo sobre aqueles aos quais são direcionadas, em processos perversos de vingança.
    A saúde exige cuidados específicos que lhe podem e devem ser dispensados, a fim de manter-se inalterada, ou quando afetada, esforços especiais para reconquistá-la sob orientação especializada na área médica, tanto quanto direcionamento espiritual, a fim de realizar o seu mister, que é auxiliar o Espírito encarnado na sua viagem celular, temporária, a caminho da plenitude que pode ser antevista na Terra, porém, somente desfrutada depois da reencarnação, quando os implementos corporais sujeitos ao mecanismo degenerativo da própria matéria não mais se encontrem sob os imperativos da Lei de entropia e da fragilidade de que é constituído.

Livro: Vida - Desafios e Soluções - Divaldo P Franco- Joanna de Ângelis

15 de fev de 2018

AS FACULDADES DO SONÂMBULO


Questão 434 do Livro dos Espíritos

As faculdades de que goza o sonâmbulo são bem inferiores às dos Espíritos na erraticidade, pois os primeiros se encontram ligados à matéria, que sempre limita a visão espiritual. Porém, existem certos sonâmbulos que têm mais desenvolvida a clarividência do que certos Espíritos fora da carne. Aí influi a evolução das criaturas, ponto básico de todas as conversações.
Jesus, quando na Terra, estava envolvido nos fluidos da carne, no entanto, a sua clarividência era pura, muito mais do que em todas as criaturas. O que marcou essa Sua visão foi simplesmente a Sua grandeza espiritual.
Comparando-se dois Espíritos do mesmo nível, estando um deles encarnado, é claro que neste suas faculdades diminuem, devido às limitações impostas pela matéria densa. Compreende-se daí, certas leis que regem a matéria para conservar a tranquilidade da alma. Para melhor compreensão, busquemos um exemplo: imaginemos um astrônomo observando os astros com um gigantesco telescópio, enquanto outra pessoa sonda o firmamento a olho nu. A diferença de capacidade é enorme, de um para o outro. Assim é o Espírito superior ante os irmãos que ainda desconhecem a verdade.
Se queremos saber melhor toda a ciência, a filosofia, e mesmo compreender as leis espirituais, preparemo-nos no sentido de buscar a verdade. Não nos esqueçamos de que a persistência no aprendizado é a chave que nos pode dar a noção dos primeiros passos na senda dos conhecimentos. Todas as religiões devem ser respeitadas nas posições que ocupam, no entanto, a Doutrina Espírita veio ao mundo não só como o consolador prometido pelo Cristo, mas, como o instrutor com que Deus nos favoreceu para sempre.
Abriu o Senhor, com a Sua estada na Terra, as portas para a espiritualidade, rasgando o véu que encobria os arcanos do saber. Agora podemos gozar de maiores faculdades, colocando-as a serviço do bem, para que elas se multipliquem na vida e pela vida, dependendo dos nossos esforços para a própria paz de consciência.
O Espírito cresce com o tempo, por lei de Deus, e, em se despertando para a luz, a matéria também avança. Nada fica parado no tempo e no espaço. Com a visão profunda, matéria e Espírito se confundem, porque tudo veio de uma só fonte, gerado no amor de Deus.
Dependendo do empenho das nossas forças nas linhas traçadas por Jesus, podemos gozar das faculdades enobrecidas. Não devemos nos esquecer do Evangelho da vida que o Mestre deixou como herança para a humanidade, mas, aprendamos a lê-lo também no original - a Natureza. A escrita esquece alguns traços da verdade, porque as mãos que escrevem não são puras. Mas, é o que nós merecemos. As leis de Deus, sem toque dos homens, se encontram vibrando no éter cósmico, como força pulsante que chega constantemente aos ouvidos das criaturas, como voz do Grande Legislador Universal. Depois que aprendermos a ler essas leis, seremos felizes dentro da felicidade da Grande Luz. A nossa consciência, desse modo, mostrar-nos-á uma serenidade imperturbável, porque a pureza entrou em nós, formando fonte inesgotável das faculdades despertadas na plenitude do amor.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

14 de fev de 2018

MEDIUNIDADE PREPARAÇÃO – IV


398 –É natural que, em plenas reuniões de estudo, os médiuns se deixem influenciar por entidades perturbadoras que costumam quebrar o ritmo de proveitosos e sinceros trabalhos de educação?
-Tal interferência não é natural e deve ser muito estranhável para todos os estudiosos de boa-vontade.
Se o médium que se entregou à atuação noviça é insciente dos seus deveres à luz dos ensinamentos doutrinários, trata-se de um obsidiado que requer o máximo de contribuição fraterna; mas, se o acontecimento se verifica através de companheiro portador do conhecimento exato de suas obrigações, no círculo de atividades da Doutrina, é justo responsabiliza-lo pela perturbação, porque o fato, então, será oriundo da sua invigilância e imprevidência, em relação aos deveres sagrados que competem a cada um de nós, no esforço do bem e da verdade.
399 –Quando a opinião irônica ou insultuosa ataca uma expressão da verdade, no campo mediúnico, é justo buscarmos o apoio dos Espíritos amigos para revidar?
-Vossa inquietação no mundo costuma conduzir-vos a muitos despautérios.
Semelhante solicitação aos desencarnados seria um deles. Os valores de um campo mediúnico triunfam por si mesmos, pela essência de amor e de verdade, de consolação e de luz que contenham, e seria injustificável convocar os Espíritos para discutir com os homens, quando já se demasiam as polêmicas dos estudiosos humanos entre si.
Além do mais, os que não aceitam a palavra sincera e fraternal dos mensageiros do plano superior, terão igualmente, de buscar o túmulo algum dia, e é inútil perder tempo com palavras, quando temos tanto o que fazer no ambiente de nossas próprias edificações.

Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

13 de fev de 2018

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XLIV


Finalmente, no capítulo 44, André Luiz nos fala sobre a Dimensão das Trevas, ou seja, sobre a existência de um Planeta, subcrostal, denominado “Trevas” – de início, convém esclarecer que todas as Sete Esferas da Terra, ou Sete Dimensões, são desdobramentos naturais do próprio Orbe Terrestre.
André Luiz, assim, nos enseja, através de sua Obra Reveladora, verdadeira Revelação da Revelação: falar em Mundos Espirituais, no plural! O referido autor espiritual, através de Chico Xavier, pluralizou o Mundo Espiritual, dando maior significado as palavras de Jesus quando ensinou que há muitas moradas na Casa do Pai.
*
Solicitando explicações de Lísias, a respeito do que ouvira do Governador, em sua referência a Terra, ao Umbral e às Trevas, André registrou:
- Chamamos Trevas às regiões mais inferiores que conhecemos. Considere as criaturas como itinerantes da vida, Alguns poucos seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada. São os espíritos nobilíssimos, que descobriram a essência divina em si mesmos, marchando para o alvo sublime, sem vacilações. A maioria, no entanto, estaciona, Temos então a multidão de almas que demoram séculos e séculos, recapitulando experiências. Os primeiros seguem por linhas retas. Os segundos caminham descrevendo grandes curvas.
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Em obras posteriores, não olvidemos que André Luiz ainda há de se referir à Dimensão do Abismo – notadamente na obra “Obreiros da Vida Eterna”! Conforme já tivemos ensejo de mencionar, a Obra Andreluizina nos leva a efetuar uma viagem no tempo – tanto nos leva ao Futuro, quando nos conduz à cidade de “Nosso Lar”, construída em zona superior do Umbral, quanto nos leva ao Passado, em seus preciosos relatos enfeixados no livro “Libertação”.
Há, ainda, em “Nosso Lar”, discreta menção a uma Quinta Dimensão, ou Terra, que é justamente aquela habitada por sua genitora, que, para estar com ele em “Nosso Lar”, carece de se materializar.
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André, dialogando com Lísias, anota:
- Outros (espíritos), preferindo caminhar às escuras, pela preocupação egoística que os absorve, costumam cair em precipícios, estacionando no fundo do abismo por tempo indeterminado. Compreendeu?”
Atentemos para a questão do livre arbítrio que preside a evolução do espírito: “preferindo caminhar às escuras”! Vejamos quanto, por simples questão de preferência, ou de escolha, podemos nos atrasar por séculos e séculos – por milênios, mesmo!
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Interessantíssima a pergunta de André:
- Entretanto, que me diz dessas quedas? Verificam-se apenas na Terra? Somente os encarnados são suscetíveis de precipitação no despenhadeiro?
Eis a preciosa resposta de Lísias, sobre a qual, infelizmente, muitos espíritas evitam refletir:
- Em qualquer lugar, o espírito pode precipitar-se nas furnas do mal...
No Mundo Espiritual, o espírito não apenas continua sujeito aos seus antigos carmas, quanto é passível de criar outros novos, porque a vida do espírito no Mais Além igualmente é presidida pela Lei de Causa e Efeito – no Mundo Espiritual também se planta e também se colhe!...
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Cada vez mais se patenteia no estudo das Obras de André Luiz, pela lavra mediúnica de Chico Xavier, que a encarnação, para a evolução do espírito, não passa de mero detalhe, ou de um estágio a mais para o seu crescimento.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 12 de fevereiro de 2018.

12 de fev de 2018


Meu Carnaval

A Terra vive dias difíceis. É guerra para todo lado. Muita confusão e o povo, coitado, recebe apenas o reflexo de toda essa situação. Não é fácil viver hoje, mas no meu tempo também não. A dificuldade, na realidade, sempre existiu. De um jeito ou de outro, somos todos convidados ao enfrentamento da dura realidade. Em nível individual com seus tropeços habituais. Em nível coletivo com as dificuldades oriundas das lutas sociais. Tudo isso para um dia podermos proclamar sobre a Terra dias de paz e de ajuda mútua. Esse dia chegará, é o destino inevitável dela. Enquanto isso, vamos nos livrando dos problemas e exaltando a necessidade da união de propósitos.
Agora mesmo, vive-se o período carnavalesco. É a grande festa popular que temos no Brasil, mas também uma época de muitas tribulações. Eu sei que a vida não está fácil e pobre, então, sabe disso mais que ninguém, mas quando o desafio é tamanho, a solução deve vir do inesperado.
Eu tive em muitos carnavais aí no meu País e especialmente em meu Pernambuco. Ia a algumas festas selecionadas e me sentia muito bem. Que alegria enorme essa da minha gente, que ficava a cantar e a dançar como se não houvesse amanhã. Sentia a alegria extravasar de diversas maneiras. É certo que meu povo não tem lá dinheiro para gastar, por isso que no carnaval ele se esbalda – como se diz na gíria corrente.
Que festa maravilhosa quando realmente vemos irmãos em congraçamento numa brincadeira contagiante. Beijos pra lá, abraços pra cá, tudo num clima de muito respeito e confraternização.
- Ah, Dom Hélder, o senhor não quer ver o outro lado do carnaval.
- Quero ver sim, minha filha, não estou cego aos estragos que o carnaval provoca, mas quero ver muito mais é o bem que ele propicia. A festa tem dois lados e tem gente que somente quer ver um deles, eu vejo o que ela traz de bom.
Quantas famílias se reúnem para brincar e esquecem as suas diferenças particulares?
Quantos inimigos dão-se as mãos como se fosse um interstício?
Quantos amores se convertem em casais definitivos?
Quanta gente se cura da doença da solidão e da depressão?
Pois bem, é esse lado que eu quero ver e enaltecer no meu carnaval. O carnaval dos pernambucanos que eu apreciei de perto é feito de muito colorido, de gente cantante e de um bom frevo rasgado. Uma beleza é ver os blocos líricos que exaltam o passado com as suas modas e fantasias. Eu me deliciava com eles e confesso que ainda venho quando posso dar uma espiadinha.
No carnaval, fazemos caravanas de socorro no mundo espiritual. Cuidamos de muita gente que nem sabe que estão sendo monitorados e guiados para não se envolverem em confusão. Damos auxílio direto aos feridos e estamos na retaguarda para evitar que o mal maior aconteça.
Portanto, meus irmãos, se você for ao carnaval para brincar, cuide de fazer a sua parte porque ajudará a nossa. No mais é brincar com alegria e desprendimento da alma.
Jesus, nosso mestre venerado, amava a alegria de viver. Creio que brincando com respeito e moderação até Ele se arriscaria a compartilhar da nossa alegria de carnaval.
Muita paz!
Hélder Câmara – Blog Novas Utopias